quinta-feira, 30 de setembro de 2004

E tem início a "Facomfolia". Espero te rmais um post com pálas em breve. Além de um fígado inchado e uma namorada compreensiva.

A partir deste ano, passo oficialmente a adorar essa época do ano. Festa q não chega!

terça-feira, 21 de setembro de 2004

A poeira girava em torno de nós, celebrando o encontro. A raiva transbordava do olhar de ambos, e eu já nem sei qual de nós começou a rosnar. Mas o pêlos eriçados não eram ódio. Era algo mais frio, como adaga cortando carne morta. Éramos inimigos mas nos respeitávamos. O meu medo não me dominava porque sabia que o dele não o dominaria.
Ele deu o primeiro passo, dando movimento à raiva, à selvageria. Eu era só instintos. A corrida ateou fogo nos meus nervos. Não sabia se ia vence rou perder, mas não tinha importância. Eu só queria terminar aquilo tudo dando tudo de mim. Os olhos à minha frente eram o espelho dessa vontade. Nos encontramos, afoitos demais para encaixar os primeiros golpes. Os músculos explodiam, berravam, no esforço para dar-nos vantagem. O silêncio teve medo e não ficou entre nós.

...

Meu único golpe não-planejado o atingiu. Peguei seu corpo, numa das transições da luta e o arremessei sem ver aonde ia cair. Sua coluna atingiu a quina de um pequeno muro, dando fim à sua glória. Ele havia perdido, e a dor só não era maior porque meus urros de triunfo distraíam sua atenção. Me aproximei. Seus olhos refletiam, agora, um pouco de medo. Mas o que mais chamava a atenção era que ele me olhava agradecido. A honra não diminuía sua dor, mas ajudava-o a lidar com ela. Éramos animais em luta. Um tinha que perder. Ainda faltava alguma coisa.

Estiquei seu focinho, antes de torcê-lo, cumprindo meu dever. Antes do movimento, ele lambeu minha mão. Eu chorava copiosamente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Exausto. Quase sem dormir. Dormindo às duas e acordando às cinco, sem saber porque. E quatro aniversários no fim de semana. Acho que não vejo a prõxima segunda feira chegar (ainda bem, porque segunda eu tinha que ir trabalhar).

domingo, 5 de setembro de 2004

Post de domingo

Que saudade da época onde eu só postava aos domingos. Era fácil sentar e deixar fluir. Eu precisava decidir se gostava de novas pessoas, precisava dizer o quanto era um sublime sofrimento amar e não ser amado. Era mole.
Mas aí vieram as novas amizades, a perda de contato com os antigos amigos, o amor. Acho que já não há mais do que falar. Eu agora devo aceitar, me casar, fazer novos amigos todas as vezes que me distanciar dos antgos, engordar, nriquecer, empobrecer, votar na situação e jogar na megasena de novo. Pra que um site, gritos de protesto, ou textos, se a poesia do burguês é dormir ao luar de veneza?
Porque eu sinto falta dos velhos amigos, e suas manias de implicarem comigo. Porque o sorriso dos amigos agora é só um quadro difuso de areia e tempo que deixa na minha boca um gosto de saudade. Parece com farofa e licor de anis.
Eu continuo não porque eu preciso de uma cruzada para viver, não porque eu tenho um ego pra alimentar, não porque é um vício de linguagem. E continuo porque meus novos e antigo amigos me instigam o pensamento, balançam meu coração e me ajudam a crescer.
Já pra guria... Continuo porque continuar amando é conquistar tudo de novo todo dia. Ganhar o coração de uma guria é perdê-lo todo dia se não se esforçar para tê-lo perto. É atrair oferecendo liberdade. Conquista é ter que fazer isso todos os dias. Isso sim é desafio. O começo foi fichinha.

Meus amigos, espero aguentar todos os dias seus defeitos e, principalmente, suas qualidades. Espero ter o privilégio de odiar a companhia de vcs e vcs não darem a mínima. Espero que reconheçam em mim alguém que quer rir com vocês.
Apareçam. E tragam biscoitos.