sexta-feira, 31 de outubro de 2003
terça-feira, 28 de outubro de 2003
Pra eliminar essa figura que tá aí embaixo, cuja colocação aqui me causa arrependimento profundo, eu postarei:
ô figurinha fubanga!
A noite já transformou as sombras em meros adereços, os cães dominam o bairro onde todas as ruas inclinadas dão para o mesmo lugar. Subindo-se pelo caminho do meio, aquele em que o ônibus passa, há uma casa, junto à praça. Nela, mora um casal, 4 filhos. O pai é vidraceiro, os filhos são atores, djs, crianças. A mulher é só uma dona de casa. Uma mulher que dorme e acorda tendo preocupações com o suprimento na despensa, o que fazer no jantar, o que anda fazendo o primeiro filho, quando sai, às quintas. Ela não tem vida própria, ela não tem ambição. Mas ela aparece na janela, sem nenhum parente ao lado, pra olhar a rua. Não há nada pra ver, ninguém para vê-la. Olha pro céu, à procura de lua, e me faz pensar o que é que pode atormentar alguém tão simples. O tormento não é só humano, é o que faz de nós presa fácil pra qualquer deus.
Calçadão. Correria, noite. Uma música clássica chega até a Mister Moore. É o ensaio de um espetáculo de balé, ali, no segundo andar, em frente à drogaria Dia e Noite. Primeiro o solo do homem, com movimentos fortes e marcados. Em seguida, dançam sincronizados os dois prováveis vilões da história, com seus bastões estalando no chão, junto com a percussão da canção. Entra a mulher, seus movimentos leves, finos, estudados. O que as paredes da varanda tampam, eu vejo no espelho da parede inversa. Às vezes, até três imagens da mesma dança dão a impressão de uma companhia afiada como as da Rússia. No fim, a música diminui, o casal, que termina feliz, dança no chão, enroscando-se, quase se beijando, uma só criatura rastejante. A canção abaixa mais, e a cantina ao lado começa a irradiar outra: "Aqui pra ele, aqui pra ele, aqui pra ele, aqui pra ele, aqui pra ele." Ninguém vê nada, e o homem da pipoca da Getúlio fatura, em frente ao Palace.
Cigarros demais, nessa cidade. Deus nos livre de tanto lixo e chumbo.
A lua, ontem, tava meio deslocada. Parecia que ia cair.
Acho que, hoje, chove. Tomara.
Acho que já mascarou a figurinha... falows. Cuidado com o que dizem.
ô figurinha fubanga!
A noite já transformou as sombras em meros adereços, os cães dominam o bairro onde todas as ruas inclinadas dão para o mesmo lugar. Subindo-se pelo caminho do meio, aquele em que o ônibus passa, há uma casa, junto à praça. Nela, mora um casal, 4 filhos. O pai é vidraceiro, os filhos são atores, djs, crianças. A mulher é só uma dona de casa. Uma mulher que dorme e acorda tendo preocupações com o suprimento na despensa, o que fazer no jantar, o que anda fazendo o primeiro filho, quando sai, às quintas. Ela não tem vida própria, ela não tem ambição. Mas ela aparece na janela, sem nenhum parente ao lado, pra olhar a rua. Não há nada pra ver, ninguém para vê-la. Olha pro céu, à procura de lua, e me faz pensar o que é que pode atormentar alguém tão simples. O tormento não é só humano, é o que faz de nós presa fácil pra qualquer deus.
Calçadão. Correria, noite. Uma música clássica chega até a Mister Moore. É o ensaio de um espetáculo de balé, ali, no segundo andar, em frente à drogaria Dia e Noite. Primeiro o solo do homem, com movimentos fortes e marcados. Em seguida, dançam sincronizados os dois prováveis vilões da história, com seus bastões estalando no chão, junto com a percussão da canção. Entra a mulher, seus movimentos leves, finos, estudados. O que as paredes da varanda tampam, eu vejo no espelho da parede inversa. Às vezes, até três imagens da mesma dança dão a impressão de uma companhia afiada como as da Rússia. No fim, a música diminui, o casal, que termina feliz, dança no chão, enroscando-se, quase se beijando, uma só criatura rastejante. A canção abaixa mais, e a cantina ao lado começa a irradiar outra: "Aqui pra ele, aqui pra ele, aqui pra ele, aqui pra ele, aqui pra ele." Ninguém vê nada, e o homem da pipoca da Getúlio fatura, em frente ao Palace.
Cigarros demais, nessa cidade. Deus nos livre de tanto lixo e chumbo.
A lua, ontem, tava meio deslocada. Parecia que ia cair.
Acho que, hoje, chove. Tomara.
Acho que já mascarou a figurinha... falows. Cuidado com o que dizem.
domingo, 19 de outubro de 2003
É a poeira que ganhou liberdade nos minérios dessa terra que leva as almas da pessoas pras cidades. O vento e o ouro empurraram os olhares para os blocos acinzentados, onde todos compram. "Vende-se." Mas, de onde vêm tais riquezas, também ficam pessoas. Ficam mulheres, inválidos, crianças. E dessas pessoas nasce o povo das Minas.
O jeito mineiro vem das cidadezinhas, tímidas elas próprias, no meio dos vales. As cidades que crescem passando por mata-burros, pedindo licença antes de sair das vendinhas. É esse o cerne do que pensamos todos, mineiros ociosos dessa cidade. Nosso motivo e nossa maldição de só existir pra falar quando tem certeza, de não tomar partido antes de muita análise. De nascer e morrer indo atrás do mar, mas ter medo de ir pra longe, porque nós somos bicho-de-pé. No chão. Povo filho da puta, que sabe ser mexeriqueiro, que sabe ter compaixão.
É nas cidadezinhas que tem, como quintais, as serras, com seus boizinhos e cupinzeiros, que se empilham os mineiros. É lá que tudo começa, pra terminar nas metrópoles, onde a vista não alcança, muito menos as mãos e os bolsos. E é assim, sem ver, sem crescer, só continuando, que vai o nosso interior. As mulheres se casam, engravidam, têm netos. Os homens bebem, trabalham, constroem, se casam, separam, bebem, jogam truco e sonham com um paraíso, feito de concubinas cariocas, dinheiro e cana.
O interior se orgulha de suas águas, mas todos da cidade já enjoaram de seus magnésios. O interior é abençoado com a simplicidade das ruas de pedra e com a sua burguesia em carros importados. As carroças carregam o leite puro, sem batismo, para as casas. As crianças vão conhecer seus primeiros beijos nas praças e igrejas, percebendo, mais velhas que a cidade é pequena demais pra elas.
As árvores mais velhas são as mais bonitas, mas, nessas cidades, quem tem coragem ou lembranças ruins não cria raízes. Pessoas vão embora, somem por anos e acabam sonhando um dia poder voltar, fugir da correria e da ignorância desse povo carrancudo das capitais. É a alma mineira, que a gente teima em arrastar, mesmo não querendo. Fazendo o caminho inverso sempre, querendo que a gente seja pra sempre humilde, da natureza, perto do barro que criou as próprias cidades, as próprias pessoas.
Abençoadas as cidades desses cantos das estradas, com suas festas, com suas ruas que pararam nos anos 70, com seus chapéus e pingas boas, seus cigarros de palha, suas famílias poderosas e votos de cabresto. Que Deus reconheça a importância desse povo raquítico e empoeirado, que tem calos nas mãos e futuro pré-determinado. O destino das Minas é parar pra sempre aonde o vento faz a curva, dar um suspiro e voltar, porque já tá quase anoitecendo, e a sinhá espera em casa.
A liberdade, que veio tardia, a gente não sabe o que faz com ela.
O jeito mineiro vem das cidadezinhas, tímidas elas próprias, no meio dos vales. As cidades que crescem passando por mata-burros, pedindo licença antes de sair das vendinhas. É esse o cerne do que pensamos todos, mineiros ociosos dessa cidade. Nosso motivo e nossa maldição de só existir pra falar quando tem certeza, de não tomar partido antes de muita análise. De nascer e morrer indo atrás do mar, mas ter medo de ir pra longe, porque nós somos bicho-de-pé. No chão. Povo filho da puta, que sabe ser mexeriqueiro, que sabe ter compaixão.
É nas cidadezinhas que tem, como quintais, as serras, com seus boizinhos e cupinzeiros, que se empilham os mineiros. É lá que tudo começa, pra terminar nas metrópoles, onde a vista não alcança, muito menos as mãos e os bolsos. E é assim, sem ver, sem crescer, só continuando, que vai o nosso interior. As mulheres se casam, engravidam, têm netos. Os homens bebem, trabalham, constroem, se casam, separam, bebem, jogam truco e sonham com um paraíso, feito de concubinas cariocas, dinheiro e cana.
O interior se orgulha de suas águas, mas todos da cidade já enjoaram de seus magnésios. O interior é abençoado com a simplicidade das ruas de pedra e com a sua burguesia em carros importados. As carroças carregam o leite puro, sem batismo, para as casas. As crianças vão conhecer seus primeiros beijos nas praças e igrejas, percebendo, mais velhas que a cidade é pequena demais pra elas.
As árvores mais velhas são as mais bonitas, mas, nessas cidades, quem tem coragem ou lembranças ruins não cria raízes. Pessoas vão embora, somem por anos e acabam sonhando um dia poder voltar, fugir da correria e da ignorância desse povo carrancudo das capitais. É a alma mineira, que a gente teima em arrastar, mesmo não querendo. Fazendo o caminho inverso sempre, querendo que a gente seja pra sempre humilde, da natureza, perto do barro que criou as próprias cidades, as próprias pessoas.
Abençoadas as cidades desses cantos das estradas, com suas festas, com suas ruas que pararam nos anos 70, com seus chapéus e pingas boas, seus cigarros de palha, suas famílias poderosas e votos de cabresto. Que Deus reconheça a importância desse povo raquítico e empoeirado, que tem calos nas mãos e futuro pré-determinado. O destino das Minas é parar pra sempre aonde o vento faz a curva, dar um suspiro e voltar, porque já tá quase anoitecendo, e a sinhá espera em casa.
A liberdade, que veio tardia, a gente não sabe o que faz com ela.
quarta-feira, 15 de outubro de 2003
Estava eu, com minha hipocrisia de sempre, dizendo ao meu irmão, que tinha acabado de quebrar um fone de ouvido da minha namorada, a importância de assumir seus erros.
Ele vendeu seus card games cretinos, arrumou um dinheiro e me pagou.
Parabéns pra ele e pra mim.
Mas eu quebrei o rai da agenda eletrônica dele, que custa mais que uma noite com uma puta de luxo. Claro que eu escondi o troço dele. ontem, chego em casa e tá esse bilhete na minha cama.
Homero,
O Ski ligou pedindo o telefone do Jander. Para sua sorte peguei a agenda, e quando fui olhar o tel estava na língua élfica. Me pagarás a bateria ou agenda novas com juros. Bejin. O Lucas também ligou.
Argentino (extorquidor)
(amanhã conversaremos) hahahahaha
Agora eu sei o q querem dizer com aprender com os mais novos. E a lição é... pode quebrar tudo meu, se me emprestar seus objetos de valor.
Ele vendeu seus card games cretinos, arrumou um dinheiro e me pagou.
Parabéns pra ele e pra mim.
Mas eu quebrei o rai da agenda eletrônica dele, que custa mais que uma noite com uma puta de luxo. Claro que eu escondi o troço dele. ontem, chego em casa e tá esse bilhete na minha cama.
Homero,
O Ski ligou pedindo o telefone do Jander. Para sua sorte peguei a agenda, e quando fui olhar o tel estava na língua élfica. Me pagarás a bateria ou agenda novas com juros. Bejin. O Lucas também ligou.
Argentino (extorquidor)
(amanhã conversaremos) hahahahaha
Agora eu sei o q querem dizer com aprender com os mais novos. E a lição é... pode quebrar tudo meu, se me emprestar seus objetos de valor.
sexta-feira, 10 de outubro de 2003
O meu rosto é daqueles curtos, como a Terra, nas descrições dos livros de geografia: formato circular, mas achatado nos pólos. O pólo de cima não está muito desmatado, o mato preto ainda cresce vistoso, porque eu não sou muito velho. É curtinho e meio ruim, mas eu não reclamo dele, que ele pode acabar se retirando.
Na testa, dois traços marcados, de tanto franzí-la. Testa de quem fica nervoso por coisas bobas. Testa de quem anda com a cara fechada pra ninguém perceber que tem um sorriso idiota enterrado no fundo.
Sobrancelhas, ou sombrancelhas, como eu gostava mais, bem desenhadas, mas sem nunca terem sido tocadas por qualquer paisagista.
Orelhas grandes, pra ser convincente quando fingir que estou escutando. Pra ecoarem frases amargas, direto pra memória.
Nariz pontudo, arrebitado, largo. Superlativo e com alma de sem-terra, invadindo território de outros órgãos.
Boca pequena, grossa, queixo protuberante, barba rala. Uma cicatriz do lado direito, um corte sem história. Orelha furada, possibilidade de novas inclusões. Só vou parar se começar a tombar pro lado.
Os olhos... nada de peculiar. Castanho escuros, o da direita um pouco mais fechado. Mas é por causa deles que eu estou aqui escrevendo sobre essa cara que alguns já conhecem, outros nunca repararam. Me peguei olhando pra eles, e percebendo que andam diferentes. Eles não mudam de cor, não há tiques novos, nenhum fenômeno da ciência. Só que me intrigam, não parecem mais meus olhos. Trazem com eles um brilho diferente, um olhar mais caído. Esses olhos estão é cansados, sem foco pra enxergar. Eles têm se metido muitas vezes onde não deviam, e não dão conversa ao que grita por atenção. Nem pro meu rosto eu olhava, há dias. Será vergonha? O que eles querem esconder, eu não sei. Esse olho matreiro, disfarçado, não tá mais escapando na revista semanal. Quer falar, me diz logo, porque o tempo tá curto. Desassossego, a gente mata no início.
O negócio é olhar pra trás, olhar pros lados, mas olhar pra dentro. Pelo visto, tem coisa nova por aqui.
Que falta faz uma câmera digital...
Na testa, dois traços marcados, de tanto franzí-la. Testa de quem fica nervoso por coisas bobas. Testa de quem anda com a cara fechada pra ninguém perceber que tem um sorriso idiota enterrado no fundo.
Sobrancelhas, ou sombrancelhas, como eu gostava mais, bem desenhadas, mas sem nunca terem sido tocadas por qualquer paisagista.
Orelhas grandes, pra ser convincente quando fingir que estou escutando. Pra ecoarem frases amargas, direto pra memória.
Nariz pontudo, arrebitado, largo. Superlativo e com alma de sem-terra, invadindo território de outros órgãos.
Boca pequena, grossa, queixo protuberante, barba rala. Uma cicatriz do lado direito, um corte sem história. Orelha furada, possibilidade de novas inclusões. Só vou parar se começar a tombar pro lado.
Os olhos... nada de peculiar. Castanho escuros, o da direita um pouco mais fechado. Mas é por causa deles que eu estou aqui escrevendo sobre essa cara que alguns já conhecem, outros nunca repararam. Me peguei olhando pra eles, e percebendo que andam diferentes. Eles não mudam de cor, não há tiques novos, nenhum fenômeno da ciência. Só que me intrigam, não parecem mais meus olhos. Trazem com eles um brilho diferente, um olhar mais caído. Esses olhos estão é cansados, sem foco pra enxergar. Eles têm se metido muitas vezes onde não deviam, e não dão conversa ao que grita por atenção. Nem pro meu rosto eu olhava, há dias. Será vergonha? O que eles querem esconder, eu não sei. Esse olho matreiro, disfarçado, não tá mais escapando na revista semanal. Quer falar, me diz logo, porque o tempo tá curto. Desassossego, a gente mata no início.
O negócio é olhar pra trás, olhar pros lados, mas olhar pra dentro. Pelo visto, tem coisa nova por aqui.
Que falta faz uma câmera digital...
quinta-feira, 9 de outubro de 2003
Essa semana tá sendo brava. A gente inventou de fazer um jornalzinho lá na faculdade, pra cobrir um evento onde a gente não poderia entrar. "Método Wally de infiltração". Sabe aonde é o encontro? Na minha faculdade...
Por conta dele, a semana tá sendo enooorme... Tô dormindo 5 horas por noite, gastando uma baba com ônibus, cansando a cabeça. Depois de muita correria, madrugadas escrevendo, saiu o jornalzinho na terça-feira. Com alguns erros, é verdade, mas mexeu na ferida dos cabeças da faculdade, e o diretor convocou a gente, pra aloprar sobre como a gente tava denegrindo a imagem da UFJF e magoando os organizadores do evento. O pessoal achou que isso eram argumentos irrelevantes, perto da falta de competência e propaganda enganosa. Eu achei que ia ficar muito chateado se tivesse que organizar um evento sem saber como e receber alfinetadas como recompensa...
Mas só percebi hoje. Aliás... o que mais me desiludiu foi ter ralado tanto e não receber nem um elogio do diretor. Pelo esforço, pela cara do jornal, pela idéia, pela comoção... até por ter perdido peso nessa semana eu aceitava. Num ramo onde tudo é direcionado para um objetivo, e os fatos nunca mostram o que aparentam, uma idéia com um objetivo mais puro, que seria a possibilidade de melhorar o ensino daquela bosta lá, deveria ser pelo menos incentivada. Assim como tentar organizar um encontro todo feito as coxas sem cobrar nada e sem experiência. Mas é isso aí: fortalecer esse lado de não saber aceitar críticas e seguir em frente, já que a idéia de largar uma profissão onde tanta coisa pode ser manipulada só ficou na cabeça por algumas horas...
O jornalzim tá comigo se quiserem ver. Desculpas ao povo que pediu ajuda nesta semana. Não tá dando nem pra respirar.
Por conta dele, a semana tá sendo enooorme... Tô dormindo 5 horas por noite, gastando uma baba com ônibus, cansando a cabeça. Depois de muita correria, madrugadas escrevendo, saiu o jornalzinho na terça-feira. Com alguns erros, é verdade, mas mexeu na ferida dos cabeças da faculdade, e o diretor convocou a gente, pra aloprar sobre como a gente tava denegrindo a imagem da UFJF e magoando os organizadores do evento. O pessoal achou que isso eram argumentos irrelevantes, perto da falta de competência e propaganda enganosa. Eu achei que ia ficar muito chateado se tivesse que organizar um evento sem saber como e receber alfinetadas como recompensa...
Mas só percebi hoje. Aliás... o que mais me desiludiu foi ter ralado tanto e não receber nem um elogio do diretor. Pelo esforço, pela cara do jornal, pela idéia, pela comoção... até por ter perdido peso nessa semana eu aceitava. Num ramo onde tudo é direcionado para um objetivo, e os fatos nunca mostram o que aparentam, uma idéia com um objetivo mais puro, que seria a possibilidade de melhorar o ensino daquela bosta lá, deveria ser pelo menos incentivada. Assim como tentar organizar um encontro todo feito as coxas sem cobrar nada e sem experiência. Mas é isso aí: fortalecer esse lado de não saber aceitar críticas e seguir em frente, já que a idéia de largar uma profissão onde tanta coisa pode ser manipulada só ficou na cabeça por algumas horas...
O jornalzim tá comigo se quiserem ver. Desculpas ao povo que pediu ajuda nesta semana. Não tá dando nem pra respirar.
terça-feira, 7 de outubro de 2003
Tirando as pseudo-estréias, tá tudo indo muito bem.
Todo amor é igual. Todo amor é diferente. Todo amor te quebra no meio, e vc nunca mais volta a ser o mesmo. É fato curioso, e triste, e repetitivo, que todo amor, depois dos banhos de chuva e horas de conversa ao telefone, esfria. O amor fica, mas aquieta, sossega seus gritos furiosos e bonitos, até se esconde, às vezes. Ele pára, e a gente tem que andar atrás dele, porque amor é bicho vaidoso, que quer sempre ser surpreendido. Diante disso, desanimar é a atitude mais fácil e, por coincidência, mais comum. Mas, se vc corre atrás... Se vc corre atrás até ficar lado a lado com ele, ele te mostra a cara. E tá aí a beleza da vida. É uma cara bonita, que fulgura e tem sombras. é tão forte que, virando o seu rosto, vc já não consegue descrever o que viu. É como abrir os olhos pela primeira vez... Pode ser no sorriso que sai dos olhos da pessoa. Pode ser no choro por causa da despedida de poucas horas. Mas é assim que a gente convive com ele, na minha modesta opinião.
Todo amor é igual. Todo amor é diferente. Todo amor te quebra no meio, e vc nunca mais volta a ser o mesmo. É fato curioso, e triste, e repetitivo, que todo amor, depois dos banhos de chuva e horas de conversa ao telefone, esfria. O amor fica, mas aquieta, sossega seus gritos furiosos e bonitos, até se esconde, às vezes. Ele pára, e a gente tem que andar atrás dele, porque amor é bicho vaidoso, que quer sempre ser surpreendido. Diante disso, desanimar é a atitude mais fácil e, por coincidência, mais comum. Mas, se vc corre atrás... Se vc corre atrás até ficar lado a lado com ele, ele te mostra a cara. E tá aí a beleza da vida. É uma cara bonita, que fulgura e tem sombras. é tão forte que, virando o seu rosto, vc já não consegue descrever o que viu. É como abrir os olhos pela primeira vez... Pode ser no sorriso que sai dos olhos da pessoa. Pode ser no choro por causa da despedida de poucas horas. Mas é assim que a gente convive com ele, na minha modesta opinião.
quarta-feira, 1 de outubro de 2003
Pequenas trovas dadaístas para decorar pêesses
Post conjunto: Logulelê-Araraponga
Perna torta: algum atraso
Olho cego: defesa alta
Mais um trago: morte lenta
Quando não sei onde dói: Caminho
Ps1: Wagner Montes só ficou famoso por causa da sua perna mecânica
Quando tem trovão cortando conversa
Quando o céu já se encaixou nos prédios
O melhor é destampar essa cabeça!
Tosse vem, sorrindo ou chorando
Ps2: chá-de-alho: isso sim é bom pra tosse
Não chora não, morena
Com vc chorando, como eu posso vazar?
Assim, com um pedaço meu ficando contigo
Na volta, inteiro, eu não posso chegar.
Ps3: O pior filho é o de gravidez psicológica
Post conjunto: Logulelê-Araraponga
Perna torta: algum atraso
Olho cego: defesa alta
Mais um trago: morte lenta
Quando não sei onde dói: Caminho
Ps1: Wagner Montes só ficou famoso por causa da sua perna mecânica
Quando tem trovão cortando conversa
Quando o céu já se encaixou nos prédios
O melhor é destampar essa cabeça!
Tosse vem, sorrindo ou chorando
Ps2: chá-de-alho: isso sim é bom pra tosse
Não chora não, morena
Com vc chorando, como eu posso vazar?
Assim, com um pedaço meu ficando contigo
Na volta, inteiro, eu não posso chegar.
Ps3: O pior filho é o de gravidez psicológica
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