terça-feira, 23 de maio de 2006

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Todos os meus sentidos estão de luto
hoje eu decreto teu fim
arranco você do meu peito
torcendo pra que alguém veja

Se eu ainda regava meu amor
Era só de teimosia
Mas agora eu revolvo o solo
e não sobra raiz que seja

de você, o que se espera
é roupa preta, volátil luto
seguir a vida, o que se espera
eu nada disso, eu morro junto

e de casaca, penteado
arrumado e com distinta correção
te viro as minhas costas
e recomeço, de novo, do chão.

todos os meus sentidos já velaram
tantos amores, tanto passado
pra trás já ficaram epitáfios
com o nome "homero" gravado
espero que esse seja humilde
e se encaminhe sem gritos,
pra poder ser só mais um enterrado

todos os meus sentidos me traíram
e foram se deitar contigo
e vêm me torturar pela manhã
contando em sonho o que eu tenho perdido
como se eu precisasse
saber de cheiro, ouvir história
eu só preciso me lembrar
pra querer, por favor!, perder a memória.

hoje os meus sentidos...
voltam a ser meus!
ah... sai daqui. Vai ser feliz.
adeus.