Ao Logulelê
É, parece que você ainda esta aí amigo. Eu cheguei a pensar que você não existia mais. Não sei porque, mas apesar de não termos os mesmos princípios, não concordarmos com quase nada (a não ser por torcer para o São Paulo), não consigo, não consigo deixar de gostar de você meu velho, apesar de tentar às vezes. Cinceramente eu gosto de algumas coisas do que você diz (também acho os Los Hermanos a melhor banda que surgiu ultimamente). Porém realmente detesto muito augumas coisas que você faz, e como você pensa sobre elas, contudo tenho coragem de dizer isso, e talves seja somente pela minha franquesa, que é meio falha, que ainda tenho seu respeito, (se é que tenho, acho que sim). Nunca mude pelos outros, mas não pense que não mudar seu jeito significa atitude, nem sempre significa. Bração meu amigo.
quarta-feira, 23 de julho de 2003
Olhos cansados
Pensei em dormir para nunca mais acordar,
Me refugiar nas trevas da tristeza,
Procurar no vazio minha solidão,
Fugir do meu amor pra poder sofrer,
Ficar inconsciente pra não mais chorar.
A pressão de uma sociedade decaída,
Aumenta em meu peito a dor,
Fazendo minha carne enrijecer,
Me tornando frio como uma estátua,
Isolada num abismo,
Coberta pela penumbra fria,
Como beijos sem amor.
Sorrisos pálidos regem minha felicidade,
Deixando nublado meu céu,
Seco meu oceano,
E encharcando meus olhos.
A tristeza vem como os sons de uma harpa,
Cintilando as estrelas cadentes,
Que no meu céu já não existem,
Se tornando como as lágrimas,
De uma lagoa congelada.
Minha voz se torna como vento,
Que congela os ossos e dói.
As palavras cantadas são perdidas em meio aos segundos,
E parece nem ter existido em meio a tantas lamurias.
O mito de um anjo caído,
Me persegue todo o tempo,
E escurece o céu, congela as águas,
Torna meu mundo vazio,
Transforma meu vazio em um mundo.
O perdão não dado sangra a alma,
Penetra como amor e fere como paixão,
Sufoca como a dor e entristece como a solidão.
Porém meu petrificado coração não quer sentir,
Chegando a me iludir fingindo não existir,
Mas sei que existe, sei que não morri por dentro.
Minha nobreza tenta duelar o mal,
E chega a se curvar e a temer,
Mas ainda restam as lágrimas de alguém,
Que anestesia a dor e me permite resistir.
Pensei em dormir para nunca mais acordar,
Me refugiar nas trevas da tristeza,
Procurar no vazio minha solidão,
Fugir do meu amor pra poder sofrer,
Ficar inconsciente pra não mais chorar.
A pressão de uma sociedade decaída,
Aumenta em meu peito a dor,
Fazendo minha carne enrijecer,
Me tornando frio como uma estátua,
Isolada num abismo,
Coberta pela penumbra fria,
Como beijos sem amor.
Sorrisos pálidos regem minha felicidade,
Deixando nublado meu céu,
Seco meu oceano,
E encharcando meus olhos.
A tristeza vem como os sons de uma harpa,
Cintilando as estrelas cadentes,
Que no meu céu já não existem,
Se tornando como as lágrimas,
De uma lagoa congelada.
Minha voz se torna como vento,
Que congela os ossos e dói.
As palavras cantadas são perdidas em meio aos segundos,
E parece nem ter existido em meio a tantas lamurias.
O mito de um anjo caído,
Me persegue todo o tempo,
E escurece o céu, congela as águas,
Torna meu mundo vazio,
Transforma meu vazio em um mundo.
O perdão não dado sangra a alma,
Penetra como amor e fere como paixão,
Sufoca como a dor e entristece como a solidão.
Porém meu petrificado coração não quer sentir,
Chegando a me iludir fingindo não existir,
Mas sei que existe, sei que não morri por dentro.
Minha nobreza tenta duelar o mal,
E chega a se curvar e a temer,
Mas ainda restam as lágrimas de alguém,
Que anestesia a dor e me permite resistir.
quinta-feira, 17 de julho de 2003
DE ONDE VEM A CALMA
(Marcelo Camelo)
A
De onde vem a calma daquele cara?
D
Ele não sabe ser melhor, viu?
A
Como não entende de ser valente
D
ele não sabe ser mais viril
Bm E
Ele não sabe não, viu?
A F#m
As vezes dá como um frio
Bm E
É o mundo que anda hostil
E A (A7+ A)
O mundo todo é hostil
A
De onde vem o jeito tão sem defeito
D
que esse rapaz consegue fingir?
A
Olha esse sorriso tão indeciso
D
Está se exibindo pra solidão
Bm E
Não vão embora daqui
E A F#m
Eu sou o que vocês são
F#m Bm
Não solta da minha mão
E
Não solta da minha mão
Ponte:
e-----------------------------|
B-----------------------------|
G-9s11--11-11-11--9-----------|
D-9s11--11-11-11--9--7--7--7--| 2x
A-7s9----9--9--9--7--7--7--7--|
E--------------------5--5--5--|
e----------------------------------------|
B----------------------------------------|
G--4--4-4--6-7--7---7--7-7-8-9--9-9-9-9--|
D--4--4-4--6-7--7---7--7-7-8-9--9-9-9-9--| 2x
A--2--2-2--4-5--5---5--5-5-6-7--7-7-7-7--|
E----------------------------------------|
*a sequência toda da ponte é repetida duas vezes.
Ponte 2 (tocada 4 vezes)
e----------14------------|
B-------------14----14---|
G------14--------14------|
D------------------------|
A--12--------------------|
E------------------------|
A G#º
Eu não vou mudar não
F#m
Eu vou ficar são
D
Mesmo se for só,
Bm
não vou ceder
A G#º
Deus vai dar aval sim,
F#m
o mal vai ter fim
Bm E
e no final assim calado
E Bm E A
eu sei que vou ser coroado rei de mim
PS. Tablatura é o latim no ditado deste analfabeto
(Marcelo Camelo)
A
De onde vem a calma daquele cara?
D
Ele não sabe ser melhor, viu?
A
Como não entende de ser valente
D
ele não sabe ser mais viril
Bm E
Ele não sabe não, viu?
A F#m
As vezes dá como um frio
Bm E
É o mundo que anda hostil
E A (A7+ A)
O mundo todo é hostil
A
De onde vem o jeito tão sem defeito
D
que esse rapaz consegue fingir?
A
Olha esse sorriso tão indeciso
D
Está se exibindo pra solidão
Bm E
Não vão embora daqui
E A F#m
Eu sou o que vocês são
F#m Bm
Não solta da minha mão
E
Não solta da minha mão
Ponte:
e-----------------------------|
B-----------------------------|
G-9s11--11-11-11--9-----------|
D-9s11--11-11-11--9--7--7--7--| 2x
A-7s9----9--9--9--7--7--7--7--|
E--------------------5--5--5--|
e----------------------------------------|
B----------------------------------------|
G--4--4-4--6-7--7---7--7-7-8-9--9-9-9-9--|
D--4--4-4--6-7--7---7--7-7-8-9--9-9-9-9--| 2x
A--2--2-2--4-5--5---5--5-5-6-7--7-7-7-7--|
E----------------------------------------|
*a sequência toda da ponte é repetida duas vezes.
Ponte 2 (tocada 4 vezes)
e----------14------------|
B-------------14----14---|
G------14--------14------|
D------------------------|
A--12--------------------|
E------------------------|
A G#º
Eu não vou mudar não
F#m
Eu vou ficar são
D
Mesmo se for só,
Bm
não vou ceder
A G#º
Deus vai dar aval sim,
F#m
o mal vai ter fim
Bm E
e no final assim calado
E Bm E A
eu sei que vou ser coroado rei de mim
PS. Tablatura é o latim no ditado deste analfabeto
Tá. Eu gosto de jazz e blues e acho o Los Hermanos a melhor banda que surgiu ultimamente. Eu não vejo graça em forró e pergunto o sentido de andar com roupas arrumadas. Eu bebo pra esquecer, apesar de achar uma fraqueza beber. Eu me pergunto e pergunto pros outros onde está a diversão em ver pegadinhas que denigrem a imagem dos outros. Eu acho que o Jô devia dar um tempo da TV porque ele tá caindo na própria fórmula.
Eu gosto, e muito de ler e dizer o que eu achei do que eu li, pra ver o que os outros pensam, e me desaponto quando não consigo conversar sobre isso. Meu sorriso exige mais do que uma mera careta do Jim Carrey. Eu fumo cigarros mentolados. Gosto de capuccino enquanto converso no frio dum café em agosto. Eu tenho sempre uma visão que pod emudar sobre um assunto, se vc for bom o suficiente pra me convencer. Eu sonho ser um escritor porque não jogo bola muito bem.
Eu zôo os pagodeiros e seus passinhos que eu não sei fazer. Eu reclamo do posicionamento dos meias do meu time sem nem saber calçar uma chuteira. Eu volto triste dum lugar onde todos riram muito e se divertiram, e as vezes até gosto disso. As patricinhas me dão nojo, e eu nem conheço muitas delas. Quando o pessoal vai pro carnaval e volta com dezenas de histórias, eu penso que chorei com meus amigos e acho que tenho muito do que lembrar. Eu sou assim, e me colocar num grupo com as mesmas características não é a chave que você procura pra me entender.
Algo do que eu disse me agrada, e muito disso é errado o suficiente pra me fazer querer mudar. Então eu tento. Eu corro todo dia das armadilhas que eu preparo. Eu não gosto de repetir conversas, porque eu já passei por isso. Eu bato no peito com ódio do que se repete, mas o grito não tem glória, porque meu coração só começou a gritar comigo faz pouco tempo. Minha alegria de viver se esconde fundo o suficiente pra só aparecer de vez em quando. Mas como eu quero rir sempre, eu finjo. Tudo pra crescer como pessoa. Tudo meio engatilhado até eu saber usar esse corpo direito, e você não vai estragar isso tudo. Se vc pôde previr esse post, foda-se! Eu não tô mais interessado no que vc acha, porque isso é o que eu sou, e mais do que vc, EU tenho que conviver comigo o dia inteiro. Não é essa idéia torta do que eu sou que vai me derrubar. Palavra que não. Não vai ser mole, mas eu te devolvo as cusparadas com um sorriso.
METIDO A INTELECTUAL É O CARALHO!
Eu gosto, e muito de ler e dizer o que eu achei do que eu li, pra ver o que os outros pensam, e me desaponto quando não consigo conversar sobre isso. Meu sorriso exige mais do que uma mera careta do Jim Carrey. Eu fumo cigarros mentolados. Gosto de capuccino enquanto converso no frio dum café em agosto. Eu tenho sempre uma visão que pod emudar sobre um assunto, se vc for bom o suficiente pra me convencer. Eu sonho ser um escritor porque não jogo bola muito bem.
Eu zôo os pagodeiros e seus passinhos que eu não sei fazer. Eu reclamo do posicionamento dos meias do meu time sem nem saber calçar uma chuteira. Eu volto triste dum lugar onde todos riram muito e se divertiram, e as vezes até gosto disso. As patricinhas me dão nojo, e eu nem conheço muitas delas. Quando o pessoal vai pro carnaval e volta com dezenas de histórias, eu penso que chorei com meus amigos e acho que tenho muito do que lembrar. Eu sou assim, e me colocar num grupo com as mesmas características não é a chave que você procura pra me entender.
Algo do que eu disse me agrada, e muito disso é errado o suficiente pra me fazer querer mudar. Então eu tento. Eu corro todo dia das armadilhas que eu preparo. Eu não gosto de repetir conversas, porque eu já passei por isso. Eu bato no peito com ódio do que se repete, mas o grito não tem glória, porque meu coração só começou a gritar comigo faz pouco tempo. Minha alegria de viver se esconde fundo o suficiente pra só aparecer de vez em quando. Mas como eu quero rir sempre, eu finjo. Tudo pra crescer como pessoa. Tudo meio engatilhado até eu saber usar esse corpo direito, e você não vai estragar isso tudo. Se vc pôde previr esse post, foda-se! Eu não tô mais interessado no que vc acha, porque isso é o que eu sou, e mais do que vc, EU tenho que conviver comigo o dia inteiro. Não é essa idéia torta do que eu sou que vai me derrubar. Palavra que não. Não vai ser mole, mas eu te devolvo as cusparadas com um sorriso.
METIDO A INTELECTUAL É O CARALHO!
quarta-feira, 16 de julho de 2003
Incompletos nesse mundo
Quantas lágrimas desperdiçadas com o sangue derramado,
Num altar repleto de corrupção transbordando hipocrisia em seu seio.
Nas veias dos mortais ascende essa imperfeição,
Na mente dos imperfeitos some qualquer perdão.
O errante se mancha com sangue sujo,
Na tentativa de salvar seus erros da condenação de suas consciências.
As veias já corrompidas necessitam do néctar venenoso,
Presente nos olhos dos incrédulos,
Para se entorpecer e não mais ver,
Para não fechar as feridas em sua carne,
Para fingir não saber das mentiras que conta ao seu próprio peito.
Inocentes já se aproveitam da ignorância,
O mundo já parece atraente,
O peito ensanguentado não dói mais,
Um flácido coração já não bombeia,
E a falta de ar nos pulmões parece confortar a infinita dor,
E o cruel medo de morrer se torna o estimulante,
Presente nas veias dos desesperados.
A morte então parece ser a melhor saída para os covardes,
Que profanam em dizer que não tem força para mudar,
Quando não tem coragem ou quem sabe uma insana vontade,
Já que não sabemos se é melhor ser alguém melhor,
Já que muitas vezes não sabemos ou não lembramos mais,
O que é bom ou mau, ou se é bom o mau.
Quantas lágrimas desperdiçadas com o sangue derramado,
Num altar repleto de corrupção transbordando hipocrisia em seu seio.
Nas veias dos mortais ascende essa imperfeição,
Na mente dos imperfeitos some qualquer perdão.
O errante se mancha com sangue sujo,
Na tentativa de salvar seus erros da condenação de suas consciências.
As veias já corrompidas necessitam do néctar venenoso,
Presente nos olhos dos incrédulos,
Para se entorpecer e não mais ver,
Para não fechar as feridas em sua carne,
Para fingir não saber das mentiras que conta ao seu próprio peito.
Inocentes já se aproveitam da ignorância,
O mundo já parece atraente,
O peito ensanguentado não dói mais,
Um flácido coração já não bombeia,
E a falta de ar nos pulmões parece confortar a infinita dor,
E o cruel medo de morrer se torna o estimulante,
Presente nas veias dos desesperados.
A morte então parece ser a melhor saída para os covardes,
Que profanam em dizer que não tem força para mudar,
Quando não tem coragem ou quem sabe uma insana vontade,
Já que não sabemos se é melhor ser alguém melhor,
Já que muitas vezes não sabemos ou não lembramos mais,
O que é bom ou mau, ou se é bom o mau.
segunda-feira, 14 de julho de 2003
Nota do Editor
13 de julho... dia de São Bento.
Acordei com minha mãe dizendo que a manhã em que eu nasci era como a de hoje. Vinte anos atrás, o tempo era o mesmo, quando nascia mais um varão. Tão repetitivo quanto a própria mania de nascer. Só sei q, diante do casório da minha irmã, não tive nenhuma surpresa quanto aos que foram me prestigiar e algumas surpresas quanto aos que não foram. Tudo bem, é muito bom poder dividir os amigos entre os que te dão um abraço apertado e um caderno com motivos elementais e os que se lembram de mandar um cartão. Ou não.
A casa já foi meio diferente sem a Karina, que aliás, ligou pra dar os parabéns. Sentindo as diferenças, fiquei o dia inteiro parecendo um "artista" "flagrado" pelo "Arquivo Confidencial", do "Faustão" (rs). O dia inteiro tendo lembranças e vontade de chorar. Sei lá, mas no fim do dia, o balanço foi muito mais positivo, porque eu tive a minha melhor amiga ao meu lado. O aniversário, o casamento, o ano... Tudo tá muito melhor com vc, Dan. Eu queria agradecer de novo, não fica puta não... :-P Te devo um dia de felicidade absoluta. Pode cobrar.
Aniversários nunca são muito bem vistos por mim, apesar de adorar o dia 13 de julho, em si. Esse foi uma exceção muito boa e bem vinda, talvez por isso justifique-se a viadagem de ficar chorando toda hora. Obrigado a todos... A gente se vê, mesmo que vc não queira.
p.s.: Ah! Agora vc só pode me dar o CD novo do RadioHead, porque o do Los Hermanos eu já ganhei!
13 de julho... dia de São Bento.
Acordei com minha mãe dizendo que a manhã em que eu nasci era como a de hoje. Vinte anos atrás, o tempo era o mesmo, quando nascia mais um varão. Tão repetitivo quanto a própria mania de nascer. Só sei q, diante do casório da minha irmã, não tive nenhuma surpresa quanto aos que foram me prestigiar e algumas surpresas quanto aos que não foram. Tudo bem, é muito bom poder dividir os amigos entre os que te dão um abraço apertado e um caderno com motivos elementais e os que se lembram de mandar um cartão. Ou não.
A casa já foi meio diferente sem a Karina, que aliás, ligou pra dar os parabéns. Sentindo as diferenças, fiquei o dia inteiro parecendo um "artista" "flagrado" pelo "Arquivo Confidencial", do "Faustão" (rs). O dia inteiro tendo lembranças e vontade de chorar. Sei lá, mas no fim do dia, o balanço foi muito mais positivo, porque eu tive a minha melhor amiga ao meu lado. O aniversário, o casamento, o ano... Tudo tá muito melhor com vc, Dan. Eu queria agradecer de novo, não fica puta não... :-P Te devo um dia de felicidade absoluta. Pode cobrar.
Aniversários nunca são muito bem vistos por mim, apesar de adorar o dia 13 de julho, em si. Esse foi uma exceção muito boa e bem vinda, talvez por isso justifique-se a viadagem de ficar chorando toda hora. Obrigado a todos... A gente se vê, mesmo que vc não queira.
p.s.: Ah! Agora vc só pode me dar o CD novo do RadioHead, porque o do Los Hermanos eu já ganhei!
terça-feira, 8 de julho de 2003
Se vc acha que o OCinC tá meio parado... entre menos na net
Estamos esperando a estréia da primeira poetisa entre esses porcos sujos de tinta. Que ela venha e faça jus à grande responsabilidade que é escrever neste veículo.
Hipotermia, nunca mais! Morte aos IRContros! Viva a fogueira de São João!
Sempre olhem pra dentro das coisas. é a melhor maneira de perceber o que está ao redor. (essa foi pra não ficar sem a profecia cretina diária)
Se vc me conhece e gosta de mim, vá ao casamento da minha irmã, no dia 12, igreja da Glória, às oito. Depois a gente vai beber muito...
Estamos esperando a estréia da primeira poetisa entre esses porcos sujos de tinta. Que ela venha e faça jus à grande responsabilidade que é escrever neste veículo.
Hipotermia, nunca mais! Morte aos IRContros! Viva a fogueira de São João!
Sempre olhem pra dentro das coisas. é a melhor maneira de perceber o que está ao redor. (essa foi pra não ficar sem a profecia cretina diária)
Se vc me conhece e gosta de mim, vá ao casamento da minha irmã, no dia 12, igreja da Glória, às oito. Depois a gente vai beber muito...
quinta-feira, 3 de julho de 2003
Encontrei uma poesia antiga minha. Esta eu fiz quando tinha uns 15 anos e mudei alguns versos aos 16. Não me recordo ao certo o que queria dizer quando a escrevi (se é que naquela época eu me preocupava com isso) mas ela é uma das minhas favoritas. Pena que ela perdeu o concurso de Argirita!
Recordações do que virá
Sou um pobre mortal,
Minha pobreza é na tristeza dos outros,
Minha riqueza é na felicidade de alguém.
Sou o estrago de um furacão,
O vendaval que cessou.
Sou o céu que está soterrado,
E o mar que secou.
Quero materializar o abstrato.
Ter a sabedoria do sábio ignorante.
Quero alcançar o que está atrás de mim,
E ser a respiração do cadáver.
Quero crescer para ser o mais baixo de todos,
E ser tudo que nada teve.
Quero minha estrela,
Negra e escura.
Minha noite é ensolarada,
Do mesmo modo meu coração é feliz.
Quero recomeçar o fim.
Ver o que enxergam os olhos do cego,
E ouvir assim como o surdo,
As idéias ditas pelo mudo.
Vou odiar meu amor,
Quando só o tiver por mim.
Vou amar esse ódio,
Por livrar-me da hipocrisia.
Vou mentir sobre a verdade,
Para que não descubram em mim,
Fraude a que contrariar,
E nem verdades a temer.
Vou ser impaciente com a minha paciência,
Pois minha pressa é vagarosa.
Serei a presa da minha coragem,
E o caçador dos meus medos.
Não entendo minha duvida,
E duvido sobre aquilo que tenho certeza.
Sou indeciso quando tenho que decidir,
E decido o que serei, o que sou.
Recordações do que virá
Sou um pobre mortal,
Minha pobreza é na tristeza dos outros,
Minha riqueza é na felicidade de alguém.
Sou o estrago de um furacão,
O vendaval que cessou.
Sou o céu que está soterrado,
E o mar que secou.
Quero materializar o abstrato.
Ter a sabedoria do sábio ignorante.
Quero alcançar o que está atrás de mim,
E ser a respiração do cadáver.
Quero crescer para ser o mais baixo de todos,
E ser tudo que nada teve.
Quero minha estrela,
Negra e escura.
Minha noite é ensolarada,
Do mesmo modo meu coração é feliz.
Quero recomeçar o fim.
Ver o que enxergam os olhos do cego,
E ouvir assim como o surdo,
As idéias ditas pelo mudo.
Vou odiar meu amor,
Quando só o tiver por mim.
Vou amar esse ódio,
Por livrar-me da hipocrisia.
Vou mentir sobre a verdade,
Para que não descubram em mim,
Fraude a que contrariar,
E nem verdades a temer.
Vou ser impaciente com a minha paciência,
Pois minha pressa é vagarosa.
Serei a presa da minha coragem,
E o caçador dos meus medos.
Não entendo minha duvida,
E duvido sobre aquilo que tenho certeza.
Sou indeciso quando tenho que decidir,
E decido o que serei, o que sou.
quarta-feira, 2 de julho de 2003
Infinito
Não sei qual é a distância do infinito,
Nem se há motivo a perseguir,
O fim de uma estrada que nem sei se existe,
Nem vejo o início.
Meus olhos imperfeitos,
Não me bastam para o conforto,
Que traz a ausência da dúvida,
A comodidade do presente.
Não me sustenta a vida,
Ficar estagnado em meio ao nada,
Estar num vácuo de pensamentos,
Me prender fora do universo.
Não me é válida a esperança,
Fraudada, obsoleta, inexpugnável,
Revoltante pela própria idéia de esperança,
Deturpada por uma sociedade fadada à extinção.
Não, não me cabe aceitar,
Os padrões e as regras deste mundo,
Viver como os outros,
Não sou como os outros.
Não sei qual é a distancia do infinito,
Nem preciso saber,
Pois não é pelo infinito que vou,
Se é que vou a algum lugar.
Não sei qual é a distância do infinito,
Nem se há motivo a perseguir,
O fim de uma estrada que nem sei se existe,
Nem vejo o início.
Meus olhos imperfeitos,
Não me bastam para o conforto,
Que traz a ausência da dúvida,
A comodidade do presente.
Não me sustenta a vida,
Ficar estagnado em meio ao nada,
Estar num vácuo de pensamentos,
Me prender fora do universo.
Não me é válida a esperança,
Fraudada, obsoleta, inexpugnável,
Revoltante pela própria idéia de esperança,
Deturpada por uma sociedade fadada à extinção.
Não, não me cabe aceitar,
Os padrões e as regras deste mundo,
Viver como os outros,
Não sou como os outros.
Não sei qual é a distancia do infinito,
Nem preciso saber,
Pois não é pelo infinito que vou,
Se é que vou a algum lugar.
terça-feira, 1 de julho de 2003
Esta eu realmente escrevi hoje, durante a aula de manhã. Há! Do que interessa isso, nem eu entendi o que escrevi!
Dejavie
O que se pode dizer do amanhã,
Se o hoje ainda não se definiu.
O que procuro não sei se existe,
Mas se existir sei que não encontrei.
O que fazer com o perdão não dado,
O abraço não sentido,
O beijo sem amor,
O sorriso sem alegria.
Tristes páginas sem poesia,
Muitas palavras sem sentido,
Várias notas sem melodia,
A mais fina música ao ouvido insensível.
Lua cheia sem noite,
Noite negra sem raiar do sol,
Um gélido sol num límpido céu,
Uma simples lágrima em meio a tempestade.
O que se pode dizer de hoje,
Se ele ainda não se definhou.
Quando o amanhã será só mais um ontem,
que ainda não se passou.
Dejavie
O que se pode dizer do amanhã,
Se o hoje ainda não se definiu.
O que procuro não sei se existe,
Mas se existir sei que não encontrei.
O que fazer com o perdão não dado,
O abraço não sentido,
O beijo sem amor,
O sorriso sem alegria.
Tristes páginas sem poesia,
Muitas palavras sem sentido,
Várias notas sem melodia,
A mais fina música ao ouvido insensível.
Lua cheia sem noite,
Noite negra sem raiar do sol,
Um gélido sol num límpido céu,
Uma simples lágrima em meio a tempestade.
O que se pode dizer de hoje,
Se ele ainda não se definhou.
Quando o amanhã será só mais um ontem,
que ainda não se passou.
Sangue em lágrimas
Doce mel que escorre em meu peito,
Penetra a carne suja,
Me inebria com seu aroma,
Me seduz com o gosto amargo de seu néctar.
Sangue impuro que escorre dos meus olhos,
Obcecados pela morte da dor,
Num instante em que a vida é só dor,
E o único alívio é não viver.
Minha carne pede o descanso,
Meu coração o conforto da inércia,
Minha mente o alívio da morte,
Que cessa o único pesar que é viver.
A carne imunda nem mais serve de alimento,
aos vermes, ao medo.
A podridão já consumira meus ossos,
O sustentáculo de uma alma decaída.
O perdão se esconde nas trevas,
Onde os impuros buscam anestesia,
Devorando sua carne crua,
E lambendo seu sangue verozmente.
É onde vejo minha língua rubra por mentiras,
Meu coração negro por tristeza,
Meus olhos manchados de sangue inocente,
Vendo um macabro mundo sem inocência.
A terra como um pálio esquenta minha gélida carne,
E como miríades de navalhas penetram minha pele,
E retiram do pulmão todo o ar,
Poluindo meu já poluído sangue.
Minhas entranhas dilaceradas,
Não suportam mais as convulsões constantes,
E entram num suicídio lento,
Sentindo a cada minuto a libido provocada pela dor.
No epitáfio do meu lar os corvos festejam,
A morte de um ser que não viveu,
Que deplorou sua grotesca vida,
Por odiar o amor.
Doce mel que escorre em meu peito,
Penetra a carne suja,
Me inebria com seu aroma,
Me seduz com o gosto amargo de seu néctar.
Sangue impuro que escorre dos meus olhos,
Obcecados pela morte da dor,
Num instante em que a vida é só dor,
E o único alívio é não viver.
Minha carne pede o descanso,
Meu coração o conforto da inércia,
Minha mente o alívio da morte,
Que cessa o único pesar que é viver.
A carne imunda nem mais serve de alimento,
aos vermes, ao medo.
A podridão já consumira meus ossos,
O sustentáculo de uma alma decaída.
O perdão se esconde nas trevas,
Onde os impuros buscam anestesia,
Devorando sua carne crua,
E lambendo seu sangue verozmente.
É onde vejo minha língua rubra por mentiras,
Meu coração negro por tristeza,
Meus olhos manchados de sangue inocente,
Vendo um macabro mundo sem inocência.
A terra como um pálio esquenta minha gélida carne,
E como miríades de navalhas penetram minha pele,
E retiram do pulmão todo o ar,
Poluindo meu já poluído sangue.
Minhas entranhas dilaceradas,
Não suportam mais as convulsões constantes,
E entram num suicídio lento,
Sentindo a cada minuto a libido provocada pela dor.
No epitáfio do meu lar os corvos festejam,
A morte de um ser que não viveu,
Que deplorou sua grotesca vida,
Por odiar o amor.
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