quinta-feira, 27 de maio de 2004

Mais um ciclone na costa brasileira... Serei eu?

terça-feira, 25 de maio de 2004

Entra aí.
Quadrinho bom parrai!!

sexta-feira, 21 de maio de 2004

E eu vou pro show do Rappa. Ingressos esgotados, espaço reduzido. Afasta-me das pancadarias e vodkas ice.

Reza Vela, Todo Camburão..., Favela, Mar de Gente, Coincidências e Paixões, R.A.M.(?), Vapor Barato, Fica doido varrido...

segunda-feira, 17 de maio de 2004

To blow the blues

E a segunda-feira vem se aproximando com a sutileza de um trem desgovernado. Você a vê ao longe e já sente suas pernas tremerem, uma saudade da cama, um urubu pousando no ombro. Acordar, ralar, andar, olhar pros mendigos e ouvir uma canção durante o almoço. Fingir que aprendeu. Dormir. Acordar, ralar... e o trem já parece ter atropelado tudo, passado em cima de você na terça-feira, te quebrado, te partido... Uma composição com aquele batuque ritmado vindo dos trilhos, perto dos ouvidos, o vento roçandono seu corpo caído, vendo aquele infinito aço só se afastar de seus olhos quando o sol mergulha no espaço entre os vagões. O batuque mecânico entorpecendo a cabeça, fechando a porta do exterior, te deixando sozinho num quarto escuro.
A dor no corpo já é só uma impressão distante, e a mente trabalhando, afundando no escuro da gruta, de onde vem esses grunhidos estranhos. Quarta-feira, esses sons já familiares tomam forma, num tom vermelho como o fundo de um trem, correndo na sua direção, os braços puxando o cabelo para a escuridão, um uivo azul trincando a vista do buraco negro e a consciência ficando acesa o tempo todo, dor, dor, tristeza, solidão desgovernada como uma segunda-feira quente. Soprar um blues, empurrar a tristeza mais pra frente, adiar o encontro. É preciso uma salvação. Uma tábua de salvação, com um tapa ouvidos para interromper o zumbido que as pessoas ao meu redor produzem. É uma frase atropelando a outra, fazendo de tudo um só fôlego, uma nota dissonante que ecoa sem parar, sem sentido, sem sentindo, sementindo. Quarta-feira.
Quinta, sexta, domingo, a morte tem um calendário vermelho, as alucinações são uma janela pra não olhar pros vazamentos, e o importante é manter a calma, ser honesto, buscar a felicidade com uma fêmea que trepe duas vezes por semana, e empurrar o blues. Sempre soprar o blues. Não sentir, não peitar, chorar não adianta, anda. Sopra uma canção azul que erice os pêlos da nuca de quem ouvir, exorcizar o peito, soprar o blues. Sem compasso de trem, sem dureza do aço, sem a volatilidade das horas, sem a matéria das mãos. Aprender. Soprar o blues, soprar a poeira, soprar a nuca. Soprar o tempo pra longe do olho, olhar o espaço sem remorso, sentir o sereno. Blues, blues, melodia triste pra atirar no monstro que te atormenta. É você quem deve dormir. Blues. Tranquilizar, ser, um dia, quem sabe, encarar. Blues no fundo. Segunda-feira Blues.

sexta-feira, 14 de maio de 2004

S U R P R E S A !!!

terça-feira, 11 de maio de 2004

Algumas frases minhas que dariam aspas na VEJA. Aliás, não leiam a VEJA. É tudo mentira.

"O sucesso, no Brasil, é ganhar convites pros churrascos do Zeca Pagodinho." Homero Nogueira, autor de novelas

"O amor é como o comunismo: vc passa anos tentando aprender a dividir e, quando acaba, você fica décadas tentando descobrir o porquê." Homero De la Cruz, sociólogo

"O lugar mais sublime pra um livro é ao lado do vaso sanitário." Cezar Vaudeville, poeta menor

"O direito à privacidade ainda existe porque os telepatas estão em greve." Molusco da Silva, líder sindical

"Eu não estou satisfeito com a minha silhueta." Homer Simpson, mister músculos

"Você está desprovido de campo nocional, sua lontra" Homero Tostes Filho, líder do Senado

"A sua morte será sentida em todos os puteiros do país" H, parceiro do finado Chico Buarque

"Morram, formigas miseráveis!!" Homero, funcionário do mês

"Meu destaque na mídia é gostar de Sartre." Biluca, meia esquerda do Palmeiras

"É um pequeno flato para o homem, um grande passo para a humanidade" Profeta Cezinha, antes de peidar em Chernobyl

"A música de Deus tocou meu coração." Ptialina Cazarré, playboy

"Boa noite a todos." Sr. Homero, porteiro solitário

"Vamos ter que entubar." Dr. Homero Nogueira, proctologista

Desculpem a demora...

segunda-feira, 3 de maio de 2004

O mais mineiro dos meus amigos, enquanto se espreguiçava: "Ai, que vontáááde de não existir..."