terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ecos de refrão

E essas lembranças, nossos cacos de tempo
são saudades, distâncias? Os silêncios: o som?
A alegria volátil, não se esvai com o vento?
O que se recorda é eterno, é o que fica de bom.

No vaso dos dias, cada vez mais lotados
De pequenos tesouros: esquecidos, mas guardados
Fica nosso compêndio, esqueletos doados
Mais matéria-prima pra montar novos quadros?

Sento e acalmo os meus dentes,
Me sinto bem, mesmo onde não sou chamado
Então afine o que há de bom, alivie a criança

Porque os que a gente escolhe, os novos parentes
São colagens nossas/suas, são o novo trabalho
São refrões, que no fim, são o alimento da esperança.