Eu vi uma gaivota parar no ar, uma vez. Acho que já até falei disso por aqui, de como era bonita a harmonia entre o vento contrário e sua vontade de voar.
Daqui dá pra ver a cidade, e ela parece estar sempre parada, de longe. É como se o tempo estivesse parado. Eu queria que fosse verdade. Queria poder desligar tudo, todas as variáveis de tristeza, alegria, surpresa e insegurança - leia pessoas - só pra poder pensar: aonde eu penso que estou indo? eu preciso levar isso tudo?
Não há como se divertir querendo não estar sozinho.
Pensar: tentar entender o que quer dizer esse mudo sem-braços que é o sentimento.
Só pra vcs verem como a situação é perigosa: mandei duas frases filosóficas seguidas...
Abraços.
sábado, 30 de outubro de 2004
quinta-feira, 21 de outubro de 2004
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Todo mundo cantando! No ritmo de "Adeus Ano velho!" êêêê
Adeus placa velha
Feliz Asus nova
Que o negócio se concretize
antes de 2005 nascer
Da internet vou fazer repouso
Mesmo sem poder escolher...
Adeus Pc chips de merda
Derreteu sozinha, que entojo
Madrugadas do Homero agora são só
Ler livro e fazer miojo...
Adeus placa velha
Feliz Asus nova
Que o negócio se concretize
antes de 2005 nascer
Da internet vou fazer repouso
Mesmo sem poder escolher...
Adeus Pc chips de merda
Derreteu sozinha, que entojo
Madrugadas do Homero agora são só
Ler livro e fazer miojo...
terça-feira, 12 de outubro de 2004
"Aqui jaz, Fernando Sabino
Nasceu homem, morreu menino"
Quando eu era garoto, não conhecia a morte. Não haviam animais de estimação para lamentar, meu amigo imaginário foi mandado embora por mim. Não havia ninguém pra ser o canal entre mim e a dona da foice. Eu trazia a inocência quase santa de só sofrer por mulheres.
Mas aí o mundo ruiu, com o Senna, meus avós, e tantos outros que foram pra bem mais longe que barbacena. Eles deixavam um vazio que as lágrimas não conseguiam preencher. Acho que a saudade é um lenço furado...
Mas, no dia 11 de outubro de 1996, veio a pancada, morria o Renato russo, veado com um dom de tocar (até aqui, o sonho de todo veado) o coração das pessoas (agora só os cardiologistas veados sabem do que estou falando). Ele me dizia o que eram aquelas pontadas dentro do peito, que não sabia de onde vinham. Ele me disse pra amar as pessoas, e agora não diz mais nada. Acho que a morte é tampão de ouvido...
E, oito anos depois, enquanto eu esquecia as promessas que tinha feito, me dão a notícia: morreu o fernando sabino... morreu o homem que libertava seus loucos interiores para tentar ser feliz. Morreu o homem que sorria da infância sempre atrevida, morreu o retrato mineiro da vida.
É um dia muito triste, porque morreu o viramundo, morreu a calma pra dizer, morreu a coragem diante do dia imundo...
Morreu o caipira que falava por todo brasileiro, morreu a simplicidade de se mostrar por inteiro.
Caiu um pedaço do Homero, que estava em construção, e ficou sem engenheiro, mestre de obras, peão.
E a dona morte vai me matando aos pouquinhos, levando minha alma em pedacinhos...
E assim meus bolsos vão sendo preenchidos, com lenços furados e tampões de ouvido.
Se morre um coração nobre, nascem 35 falsos sabidos... espero não ter que enterrar nenhum dos verdadeiros amigos.
Guardem então, meu ensinamento... alma muito leve é levada pelo vento
Então saibam, viver a vida é um risco, não sei se salto ou me cubro.
Não conheço ainda a cara da morte, mas quero ser pêgo em outubro...
(que esses dois me esperem na porta do céu, pra gente botar o papo em dia)
Nasceu homem, morreu menino"
Quando eu era garoto, não conhecia a morte. Não haviam animais de estimação para lamentar, meu amigo imaginário foi mandado embora por mim. Não havia ninguém pra ser o canal entre mim e a dona da foice. Eu trazia a inocência quase santa de só sofrer por mulheres.
Mas aí o mundo ruiu, com o Senna, meus avós, e tantos outros que foram pra bem mais longe que barbacena. Eles deixavam um vazio que as lágrimas não conseguiam preencher. Acho que a saudade é um lenço furado...
Mas, no dia 11 de outubro de 1996, veio a pancada, morria o Renato russo, veado com um dom de tocar (até aqui, o sonho de todo veado) o coração das pessoas (agora só os cardiologistas veados sabem do que estou falando). Ele me dizia o que eram aquelas pontadas dentro do peito, que não sabia de onde vinham. Ele me disse pra amar as pessoas, e agora não diz mais nada. Acho que a morte é tampão de ouvido...
E, oito anos depois, enquanto eu esquecia as promessas que tinha feito, me dão a notícia: morreu o fernando sabino... morreu o homem que libertava seus loucos interiores para tentar ser feliz. Morreu o homem que sorria da infância sempre atrevida, morreu o retrato mineiro da vida.
É um dia muito triste, porque morreu o viramundo, morreu a calma pra dizer, morreu a coragem diante do dia imundo...
Morreu o caipira que falava por todo brasileiro, morreu a simplicidade de se mostrar por inteiro.
Caiu um pedaço do Homero, que estava em construção, e ficou sem engenheiro, mestre de obras, peão.
E a dona morte vai me matando aos pouquinhos, levando minha alma em pedacinhos...
E assim meus bolsos vão sendo preenchidos, com lenços furados e tampões de ouvido.
Se morre um coração nobre, nascem 35 falsos sabidos... espero não ter que enterrar nenhum dos verdadeiros amigos.
Guardem então, meu ensinamento... alma muito leve é levada pelo vento
Então saibam, viver a vida é um risco, não sei se salto ou me cubro.
Não conheço ainda a cara da morte, mas quero ser pêgo em outubro...
(que esses dois me esperem na porta do céu, pra gente botar o papo em dia)
sábado, 9 de outubro de 2004
Sobre os aplausos de seus companheiros, o guerreiro sorriu, indo de encontro ao sol. Trazia a alma polida pela sensacao de dever cumprido. O que sentia nao era a paz do termino da tarefa, mas a possibilidade de que haveria mais a conquistar.
Carregou nos ombros a lanca e o orgulho. Naquele vilarejo, o mundo perfeito existia, e sua tarefa estava cumprida. Aqueles que ele chamava de familia eram pra sempre gratos, mais felizes: melhores. Levava um pedaco de cada um. Era seu trofeu de guerra, um pedaco de cada coracao. Se houver saudade, a esperanca e de que ela se transforme em sorte, porque olhar pra tras nao e ruim, mas isso nunca o impediu de caminhar.
O mundo era muito grande, mas ele tinha o passo firme e as pernas fortes.
Boa sorte, Lucas. Eu te amo.
Carregou nos ombros a lanca e o orgulho. Naquele vilarejo, o mundo perfeito existia, e sua tarefa estava cumprida. Aqueles que ele chamava de familia eram pra sempre gratos, mais felizes: melhores. Levava um pedaco de cada um. Era seu trofeu de guerra, um pedaco de cada coracao. Se houver saudade, a esperanca e de que ela se transforme em sorte, porque olhar pra tras nao e ruim, mas isso nunca o impediu de caminhar.
O mundo era muito grande, mas ele tinha o passo firme e as pernas fortes.
Boa sorte, Lucas. Eu te amo.
sexta-feira, 8 de outubro de 2004
segunda-feira, 4 de outubro de 2004
Digite login e senha
Posso contar nos dedos, posso colar os selos
As fases da lua estão aí, e estamos a fim
Mesmo que as cores já não passem de dados, pra mim
Enxergando em frequências, vibrando o ar em refrão
Alvo com distância milimétrica, renegando, do atirador, o dom
Itens saindo de série, opcionais com leasing e cupom
Batendo com compasso computadorizado, valvulado coração
Eu vou fazer um upgrade, eu vou chatear com amigos
Na sala, além da luz do monitor
Só está o silêncio, ecoando no umbigo.
Transando as idéias, masturbando a mente
Me contorço em questionamentos
you have no comments
Inforede não tem onde deitar
e-mails de correntes de paz
Arrobas que não pesam nada
Tecnologia andando pra trás
Vou deslogando,
pelo google, voei
Um abraço desmaterializado
the user is...away
Posso contar nos dedos, posso colar os selos
As fases da lua estão aí, e estamos a fim
Mesmo que as cores já não passem de dados, pra mim
Enxergando em frequências, vibrando o ar em refrão
Alvo com distância milimétrica, renegando, do atirador, o dom
Itens saindo de série, opcionais com leasing e cupom
Batendo com compasso computadorizado, valvulado coração
Eu vou fazer um upgrade, eu vou chatear com amigos
Na sala, além da luz do monitor
Só está o silêncio, ecoando no umbigo.
Transando as idéias, masturbando a mente
Me contorço em questionamentos
you have no comments
Inforede não tem onde deitar
e-mails de correntes de paz
Arrobas que não pesam nada
Tecnologia andando pra trás
Vou deslogando,
pelo google, voei
Um abraço desmaterializado
the user is...away
domingo, 3 de outubro de 2004
Frases ouvidas ou ditas por mim nos corredores humanos da Facomfolia:
"Vc inventou o golpe do saci."
"Eu já tive 3 viagens astrais."
"O seu vômito é modelo chafariz."
"Tive que jogar a camisinha fora."
"Eu amo o escambo! Bebi a noite toda e não gastei nem um centavo."
"O Lucas parece o camelo do Sr. Esfiha."
"A noite deve ter sido boa, sumiu sua camisa de baixo."
"Eu tenho um chiclete."
"Você não mijou no meu copo não, né?"
"Se vc me der outra ficha, não precisa me dar os 50 cents de troco."
"Pô, ela já tá com outro?!"
Aê, eu não pude fazer a famosa análise do texto pois muitos desses tesouros são comprometedores. Muito menos dar nome aos dromedários que proferiram cada pérola. Esperamos contar com sua compreensão...
"Vc inventou o golpe do saci."
"Eu já tive 3 viagens astrais."
"O seu vômito é modelo chafariz."
"Tive que jogar a camisinha fora."
"Eu amo o escambo! Bebi a noite toda e não gastei nem um centavo."
"O Lucas parece o camelo do Sr. Esfiha."
"A noite deve ter sido boa, sumiu sua camisa de baixo."
"Eu tenho um chiclete."
"Você não mijou no meu copo não, né?"
"Se vc me der outra ficha, não precisa me dar os 50 cents de troco."
"Pô, ela já tá com outro?!"
Aê, eu não pude fazer a famosa análise do texto pois muitos desses tesouros são comprometedores. Muito menos dar nome aos dromedários que proferiram cada pérola. Esperamos contar com sua compreensão...
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