domingo, 13 de agosto de 2006

ai, essa cidade que não dorme, que não dorme...
saio e visto a brisa do setembro me soprando
que as canções de amor são todas meros versos
e o amor é sonho escasso, rebeldia dos que dormem...

brisa e vento. calmaria.
me surpreendo com os beijos, em setembro, outro dia...
desespero, solidão, nada que seja novo
meus minutos sãos são ilusão, são só espelho
as falas que eu digo: desespero, peso e brasa
tentativa e erro, pra se sentir em casa

ai, essa cidade que não dorme, que não dorme, que não dorme
luz do refletor, saia rodada e pressão baixa
olhar para a cidade na penumbra da amurada
e saber que a luta é em vão, nada se encaixa...

(e aí, serviu?)

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Com olhar estacionado
três metros acima
começo o dia como você
sob toneladas de tijolos
concreto e pratos sujos

e andar e trancar a porta
fechar o circuito do isolamento
luto e resisto a uma rima com cimento

é o dia cinza do poeta que canta
um horizonte que só imagina

sento e me esvazio: um cubo mágico prum animal no cio
tijolos concretos e papéis sujos
jaula elegante e caixa de areia

Pêlos raspados, sob a imensa platéia
de aranhas nos cantos, em teias velhas
acho que o bicho já pode passear
é importante o exercício, 'bora trabalhar

)é quarta-feira, o imperialismo tá aí. É preciso comprar sapatos. Melhor não entrar em contradição. ... Adeus judias lindas que não me deram conversa. O tempo está mesmo mudando. Duas dessas, por favor. ... meu relógio me diz que é o meio da semana. ai minha folga ... socorro(

teto: chapéu de concreto
eu: o que meu olhar não perdeu