sexta-feira, 30 de abril de 2004

Sensacional Festa da aurora

Sabe aqueles tempos antigos, onde a sua inocência começava a fugir de você e os amigos valiam mais que uma família? Eles voltaram! Venha reencontrar aqueles que moldaram sua personalidade e ensinaram a consumir bebidas.
Hoje, na casa da Márcia (nº desconhecido, ap 401), na rua Barão de Cataguases, a partir das 21h.
Traga as bebidas, afinal, estamos d evolta aos velhos tempos. O engov vem de brinde, porque você não é mais um garoto.

quinta-feira, 29 de abril de 2004

Duas canções que têm passado muito pela minha cabeça. Elas têm até uma ligação, ficando meio metidas a besta... mas são muito boas.

Vozes

Se você ouvisse
As vozes que ouço à noite
Acharia tudo que eu faço Natural (normal)
Se você sentisse O medo que eu sinto do escuro
Se você soubesse O mal que o sol me faz
Não me pediria pra repetir
Revoltas banais
Das quais eu já me esqueci

Se você ouvisse Às vozes que ouço à noite
Às vezes me assustam Outras vezes me atraem
Se você sofresse
Tanto quanto eu sofro com a solidão
Se você soubesse
O quanto eu preciso da solidão

Não me pediria pra repetir
Frases banais Das quais já me arrependi

Duas pessoas são duas verdades
E, na verdade, são dois mundos
A cada segundo, o pânico aumenta
E uma sombra arrebenta A porta dos fundos
Se você sofresse
Tanto quanto eu sofro com a solidão
E precisasse
Tanto quanto eu preciso da solidão
Não me pediria pra repetir
Gestos banais iguais aos que eu não fiz
Panis et Circenses

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

terça-feira, 27 de abril de 2004

A viagem foi boa, mas nunca vão à Vitória. Especialmente desarmados. Tá contado.

Pior foi o interperíodo... esse time de fumantes da minha sala jogou como o grêmio. Divididas e ligação direta meio-campo-ataque. Empatamos. Na garra, no suor, na exaustão. O problema é que tinha outro jogo depois...

Eram nove times e só dois jogaram duplamente no sábado. O meu foi o que sentiu mais e o time combinado Banzo-calouros botou uma correria pra cima da gente, o que foi uma puta covardia. Perdemos de virada no finalzinho, o que não é de todo ruim, visto que tínhamos o pique de um prato de croquetes. Agora comecei o treinamento intensivo: nada de ônibus do boteco pra casa! No próximo interperíodo terei o fôlego do Cafu dopado com efedrina!

sexta-feira, 23 de abril de 2004

Ah! De tarde eu vou ver se consigo contar da minha viagem pra Vitória pra vocês
Agora eu sou "um cara que acredita no amor..."
E em papai noel, coelhinho da páscoa e reforma agrária tb rs

quarta-feira, 14 de abril de 2004

Muro no Rio. Três metros cercando a Rocinha por todos os lados.

Versão 1: Pra acabar com a violência de fora, isolando os traficantes: o prefeito César Maia chamou o projeto de "Parque temático da Cocaína."

Versão 2: Luís Paulo Conde, autor do projeto, diz que o muro é para conter o avanço da favela da Rocinha, sitiada há dias, na direção de uma reserva ambiental.

Assessorias dos dois gênios políticos trocam farpas a semana toda. Os traficantes (Dudu e Lulu, ambos do CV, lutando pelas bocas da favela e responsáveis pelo tumulto) não foram encontrados. O exército foi chamado e deve subir o morro para não achar ninguém).

segunda-feira, 12 de abril de 2004

E essa quietude que é alegria! Passamos por muito, e oque a gente acumulou, pro bem e pro mal, é pura entrega.

O que eu procuro no amor é alegria na mudança, diferenças que moldam um só pensamento, a paz que um olho de furacão apresenta. Com vc, não me falta nada. Mas pára de mandar em mim! rs



Te amo, e ninguém jamais saberá como é o que a gente sente. Te amo, porque não tem palavra pra dizer o que é isso. Te almíndarístaco, abliânio você. Ramenitepettt. Não é: Somos.

quarta-feira, 7 de abril de 2004

Oi. Eu to aqui. E vc?

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Essas são as coisas que vêm à minha cabeça quando penso na sessão da tarde. Inevitavelmente, toca a musiquinha do "De volta para o futuro" enquanto penso nisso.

Obrigado dona, obrigado pela carona. (do filme Creep Show)

Eu vou arrancar sua cabeça e defecar no seu pescoço. (Clint Estwood)

Eu te amo, amiguinho. (falando de um animal qualquer)

Aminipitchucakativow (criança africana de Os Deuses devem estar loucos 2)

"Ele só queria sair com esta gata para curtir, mas agora tudo deu errado e ele está em sérios apuros. Porque ele está.... SEM LICENÇA PARA DIRIGIR!! (anúncio do filme homônimo)

Eu sou Gwildor. (no desenho não era Gorpo?)

Sou seu pior pesadelo. (imagina o rambo falando isso no telefone, pro cara do diskcerveja)

Hoje vai passar Cocoon. (não! não! diga que não é verdade!)

Lady Hawk: o Feitiço de Áquila (Yeah! Yeah!)

Agora, esse bichinho vai viver uma grande aventura! (André? Uma foca chamada André??)

O sbt não vou nem mencionar, porque seria apelar para o humor fácil. Acampamentos para gordos, filmes do scooby doo e Christine o carro assassino são covardia.

domingo, 4 de abril de 2004


E nasceu. Como a folha antes era branca, o dia chegou: limpo. Cada minuto depois da notícia era uma linha escrita no rascunho do tempo. Depois do almoço, na hora de vir para a faculdade ou minutos antes do parto, cada um recebia o seu papel, todos muito parecidos: ansiosos, irrequietos, procurando por relógios. Seria até uma peça monótona, se não houvessemdois de nós, em especial, relaxados demais para a ocasião.

Seis horas, vamos a pé para o hospital, pensando e falando sobre a época em que nos conhecemos (no trote). E chegam 3, encontram com 2, o parto vai ser televisionado. Veja só como anda esse papo de reality show.
As famílias do casal (sim! ainda usamos, nesta época, o método tradicional de reprodução - incrível, não?) se mostraram bem mais experientes: cheios de provisões e celulares ligados. E nós lá, morrendo de fome, nervosos, a conversa raleando.

Quando apareceu a mãe, deitadinha para a cesariana, houve silêncio. No parto, a transmissão simultânea, alardeada no cartaz próximo à TV, mostrou-se ainda pouco avançada. Nos momentos de clímax, aparecia um sorriso congelado da Alexandra, mãe da história. E reclamações gerais quando isso acontecia. Principalmente na hora em que os médicos faziam esforços de boxeador para abrir a barriga dela. Nessa hora, cortou-se a imagem. Antes que tivéssemos tempo para pensar bobagens, aparece a criança, bonita, enorme para um bebê prematuro. No telefone, a mais nova avó do mundo traduz o que alguns de nós ainda não tínhamos assimilado:
-- Nasceu o Gabriel. -- com aquela vozinha doce que só vó sabe fazer.

O Juliano, que já soluçava de tanto chorar, respirou fundo. O gesto foi seguido por todos. Então abriu um sorriso repentino, enorme, radiante.
-- Até que enfim acabou, puta que pariu! -- bem o estilo dele.

A criança vai ficar 3 dias em observação, por precaução, e o "Jota" e a "Jade" vão ficar, pra irem se acostumando à responsabilidade. O povo já começou a planejar o futuro do mancebo, transformando-o rapidamente em boleiro, médico, imperador. Essas coisas que você acha ridículas quando é garoto, mas ao passar por um parto de amigos (agora eu seu), é o maior barato.

Então nós nos despedimos, saímos para comemorar, como bons coroas que começamos a nos tornar. Deixamos lá, cada um de nós, um pedaço da juventude. Herança pro Gabo, que vai aproveitar esse legado, infernizando seus pais e procurando luz nas coisas da vida.

O palco dessa noite de transição tem uma lua cheia linda, o primeiro dia dessa fase da lua. Dessa fase da vida. As sombras formadas pelas nuvens são os deuses da mudança rindo de nós, os cara calados e pensativos que caminham pela noite, achando as sensações que estão sentindo estranhas e novas, como todos que já passaram por isso.

Gabriel Braz Nery, 2 de abril de 2004, 19:48

sexta-feira, 2 de abril de 2004

E é quase um ano de vida... uma chuva, dois olhares: um amor.