sábado, 31 de dezembro de 2005

CABÔ!!!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Editorial do nosso programa de rádio, nessa última quina-feira


Mais uma Quinta-feira no planeta, nada do que aconteceu hoje serve para afirmar que estamos no sexto dia da semana. Um marasmo que desanima, pois estamos obrigados a noticiar o que os ouvintes escutam todos os dias, se ainda têm ânimo. Vereadores da cidade discutem sobre preços de televisões, mais preocupados em aparecer nelas do que em conseguir preços justos. O Estado fica na encolha, com medo dos respingos que a crise de Brasília podem soltar para nossas montanhas. E as montanhas lá, sem sairem do lugar.
Falando em Brasília, assistimos Delúbio Soares assumir que é o único responsável pelo Caixa dois do PT. Alegando não ser um delator, conhecido na nossa terra como dedo-duro, ele diz ser o grande culpado pelos problemas. É só mais uma Quinta-feira no país paradisíaco onde o sol dá câncer e o futebol já não é mais o mesmo.
O mundo traz as loucuras típicas de fim-de-semana, ou meio-de-semana, já começo a me confundir. Palestinos e israelenses lutam por sua terra santa, que só tem valor político por sua água. A faixa de Gaza continua com sua indiferença, porque as formigas que nela pisam pouco influem no seu humor. O serviço secreto inglês tentou abafar o caso Jean Charles, antes que ele se tornasse o que é hoje, um incidente internacional.
Quinta em feiras. Quintas avenidas. Dores nos quartos. Segundas chances. O tempo, parece as vezes se tornar uma massa uniforme, um rolo compressor. E, aprisionados nessa gaiola invisível, não percebemos que tudo isso de que falei engloba milhões de novelas pessoais. Delúbio roubou pelos amigos e agora quer poupá-los. Isso é honra entre ladrões, se é que é verdade. Crianças judias levam a terra em que pisaram embora, porque aquilo é a manifestação de seu Deus. Jean Charles não vai mais movimentar a economia d sua cidade com Euros, porque, em breve, será devorado por vermes. Tudo é humanidade, e estamos preocupados demais com o preço do gás e aquela unha encravada para perceber que esse tudo é o que nos mantém vivos, em mais uma... Quinta-feira?

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

Então!

nós todos somos feitos de dúvidas, inseguranças, paixões e arrependimento.

bem que jesus dizia q éramos irmãos.


Pensando bem, se somos irmãos, incesto é pecado. Pouca gente gosta de harpa, mesmo...


p.s.: eu cotinuo esperando. Inseguro, "enduvidado", arrependido... e apaixonado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Eu não sei... mas tá doendo.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

de hoje, quarta feira até sexta, na faculdade de comunicação, vejam felismino retratar os pecados capitais de uma forma jamais vista. Um oferecimento de homero e ski, um músico e um vadio, não necessariamente nessa ordem.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

sempre em frente, botando pedras na mochila e perdendo jóias para a vida. Que pedágio...

terça-feira, 17 de maio de 2005

to meio enferrujado, desculpem a simplicidade...
Ganhos de guerra

Os galos anunciavam nosso sono,
repetindo e copiando aquelas notas já cansadas
perturbando o sono frágil, acordando bóia-fria
a gente nem viu: Já amanhecia.

E quantas brigas, quantos planos
Eu ouvia... E o céu, cheio de estrelas
Descansava nossa mente. Íamos trabalhar
no outro dia...

E, depois de tanto tempo, perdeu-se
ao infinito, o que não tinha maldade
Só o que ficou foi a lembrança
O medo, o sono, a saudade...

domingo, 13 de março de 2005

Eu daria tudo pra não ver você calada...


Um exorcista e uma pastilha valda, por favor.

sábado, 5 de março de 2005

A janela fechada deveria trazer um pouco de calor para a sala, mas eu posso sentir um vento frio furar minha espinha enquanto passa. É o cartão de visitas da noite, me avisando pra não sentar aqui. Deus não gosta de crianças mimadas, castiga os maus e mandou o filho dele se foder por nós. Aos 12 nós aprendemos a esperar seu sangue derreter seu corpo em nossas bocas, e sem mastigar, que é falta de respeito. O Lolo virou milkybar e continua parecendo cocô pasteurizado. Os cus não mudaram em nada e os bidês sumiram. Os ratos comem qualquer coisa, menos sucrilhos. Eu devia ter ido dormir.

Não há ninguém acordado num raio de uns 300 metros da minha casa. Não preciso olhar pela minha janela para saber. São famílias. Poucos jovens que, se estão acordados, estão longe daqui. Se eu resolvesse andar nu pelo quarteirão, ninguém me veria (o que pode significar a sorte de muitos deles). Talvez isso devesse me causar uma sensação de liberdade, ou de solidão. E eu sempre preferi as letras b.

Quando a gente quer ficar sozinho, qualquer barulho na porta é uma esperança.

Mas aqui até o vento foi embora, e a minha coluna pode sustentar o peso do mundo (75 kg) sem se preocupar com arrepios.

quinta-feira, 3 de março de 2005

Dez minutos de vida
(Fernando Sabino)

A enfermeira surgida de uma porta me impôs silêncio com o dedo junto aos lábios e mandou-me entrar. Estava nascendo! Era um menino.
Nem bonito nem feio; tem boca, orelhas, sexo e nariz no devido lugar, cinco dedos em cada mão e em cada pé. Realizou a grande temeridade de nascer, e saiu-se bem da empreitada. Já enfrentou dez minutos de vida. Ainda traz consigo, nos olhinhos esgazeados, um resto de eternidade.
Portanto, alegremo-nos. A vida também não é bonita nem feia. Tem bocas que murmuram preces, orelhas sábias no escutar, sexos que se contentam, perfumes vários para o nariz, mãos que se apertam, dedos que acariciam, múltiplos caminhos para os pés. Ë verdade que algumas palavras, melhor fora nunca dizê-las, outras nunca escutá-las. Olhos há que procuram ver o que não podem, alguns narizes se metem onde não devem. Há muito prazer insatisfeito, muito desejo vão. Mãos que se fecham. Pés que se atropelam. Mas o simples ato de nascer já pressupõe tudo isso, o primeiro ar que se respira já contém as impurezas do mundo. O primeiro vagido é um desafio. A vida aceitou o novo corpo, e o batismo vai traçar-lhe um destino. A luta se inicia: mais um que será salvo. Portanto, alegremo-nos.
Menino sem nome ainda, não te prometo nada. Não sei se terás infância: brinquedos, quintal, monte de areia, fruta verde, casca de árvore, passarinho, porão de fantasmas, formigas em fila, pão com manteiga, beira de rio, galinha no choco, caco de vidro, pé machucado. O mundo de hoje, tal como o estou vendo da janela de meu apartamento, desconfio que lhe reserva para a infância um miraculoso aparelho eletrocosmogônico de brincar. Ou apenas uma eterna garrafa de coca-cola e um delicioso chica-bom.
Aceita, menino, esses inofensivos divertimentos. Leva-os a sério, com toda aquela seriedade grave da infância, chupa o chica-bom, bebe a coca-cola, desmonta e torna a montar a miraculosa máquina de brincar de nosso século que a imaginação de teu pai jamais poderia sequer conceber. Impõe a essas coisas e a essa vida que lhe oferecerão como infância a sofreguidão de tua boca, a ousadia de teus olhos e a força de tuas mãos. Imprime a tudo que tocares a alegria que me deste por nasceres. Qualquer que seja tua infância, conquista-a, que te abençôo. Dela te nascerá uma convicção. Conquista-a também e vai viver em meu nome.
Nada te posso dar. No teu primeiro instante de vida a minha estrela não se apagou. Partiu-se em duas, e lá no alto uma delas te espera, será tua. Nada te posso dar senão um nome e esta estrela. Se acreditares em estrela, vai buscá-la.

bonzim, né?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

putz, uma revoada de passarinhos verdes num dia em que se ganha na megasena não é mais incrível q a noite de ontem. Deus purim.

sábado, 19 de fevereiro de 2005

Desce do trono,rainha
Desce do seu pedestal
De que te vale a riqueza sozinha
Enquanto é carnaval

Desce do sono,princesa
Deixa o seu cetro rolar
De que adianta haver tanta beleza
Se não se pode tocar?

Hoje você vai ser minha
Desce do cartão postal
Não é o altar que te faz mais divina
Deus também desce do céu

Desce das suas alturas
Desce da nuvem,meu bem
Por que não deixa de tanta frescura
E vem para a rua também

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

Daqui a pouco as férias acabam.
Me dêem um tempo e aproveitem as festas. Elas estão aí pra isso mesmo.
um beijo pros que gostam. dois pros que detestam. (minha frase de efeito se fosse de uma banda...)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Na sexta feira à tarde, o que vc estava fazendo? Bom, eu estava atendendo pedidos de serviços de informática na ufjf, jogando campo minado e coisas do tipo. Já o povo da agência espacial européia estava chegando em Titã, a maior lua de Saturno. A lua tem uma considerável atmosfera, o que pode ser muito interessante para nossos netos. É o homem indo onde nenhum outro ousou ir antes.

Imaginem como deve ser a sensação de pisar num lugar que ninguém imaginava existir, há 50 anos. Virgem. Vivo. E os macacos daqui procurando as bananas maiores e consertando internet...

sábado, 8 de janeiro de 2005

rapaz... o felismino tá ficando ótimo. Já já te mostro, se vc tiver merecendo, ok?

Sexta-feira. 21 anos. 7º período. 165.000 mortos.
Estranho vazio esse que eu sinto às vezes.