segunda-feira, 27 de dezembro de 2004




Escrevo essas maltraçadas para refletir, enquanto não me vem me entreter nenhuma coceirinha. Vamos meditar então, na falta de mocotó.

Enquanto a internet ainda não chega aos lares pobres do país, muito embora eu acredite que esta será a principal meta pregada nas próximas eleições, eu me regozijo de saber que o correio é eficiente.
Lá vamos nós ufanar uma das instituições mais incensadas do país, isso mesmo. Não gostou, salte agora. E não espera cartas pedindo para que volte, mandrião.

Tive que usufruir dos serviços dos nossos mensageiros no dia de hoje, fruto da afobação e excitação (opa!) de minha digníssima namorada. Deu-se que a guria resolveu fugir para o Rio de Janeiro, aquela terra de ninguém que deve ser o centro tropical do mundo, a despeito do que dizem do Equador. Dizem q a política na época era forte por parte dos nossos confrades em Quito. Bom, retornando, ela resolveu dar férias a seus pés, ficando sem mim e minhas idéias de caminhadas no meio da noite. Parece que ansiava muito por isso, pois, na hora de viajar, a madame saiu esbaforida, deixando pra trás, por acidente, sua passagem de volta. Me pergunto agora, num lampejo: será que foi intencional?

Ignorando tais conjecturas que poderiam terminar com meu estável e burguês relacionamento, resolvi enviar a passagem para a terra de Jaguar e outros ilustres cachaceiros. Isso no dia 24. Conferindo o Jornal Panorama, descubro que jornais ainda são úteis. O correio vai funcionar até as 19h. Ligo pro correio às 13h, só pra me certificar.
"Estamos fechando, todas as agências, amanhã não funcionaremos." Em resumo as declarações educadas do atendente. Te devo uma, Panorama.

Esperei até segunda, a passagem já não chegaria a tempo se fosse mandada por sedex comuns ou por carta registrada. Tudo bem pagar um pouco mais, afinal, estou contribuindo para o engrandecimento da maior corporação do país. Pois bem, chego e dou de cara com uma fila, com pessoas pegando senhas eletronicamente classificadas. Veio a minha, b202 sedex. Trazendo comigo a perseverança, fiquei feliz ao ver que não havia ninguém com senhas de 1 ou 2 dígitos.

Chegada minha vez, foram dois minutos de conversa amigável com seu Francisco que, seguindo a hospitalidade mineira, cada vez mais rara em Minas, me explicou como funcionava o processo de entrega, os preços, até quais as falhas do mesmo. E ainda recebeu o material, embalou com esmero e o encaminhou para o Rio. Tudo no maior profissionalismo, padrão correios de qualidade. Ele seria uma dessas pessoas que só fez coisas boas enquanto passava por minha vida, se não tivesse dito a fatídica frase: "São 27 reais, por favor". E eu pensando que eles realmente deviam achar q a correspondência dessa nação, com cartas de amor, passagens e muamba devia valer ouro pros destinatários, já que mediam seu peso usando a mesma tabela. Está pago, tem que chegar até amanhã, senão teremos a grana de volta, creio eu.

Se não chegar, o correio terá perdio mais do que essa quantia, terá perdido seu maior fã.
No mais, desde já agradeço, deixando um afetuoso abraço e votos de felicidade
Homero
O reprocesso

Os pés e a pele são um só
Guiados pelo 2º sistema nervoso,
que a rua faz em nós.
Pés que não jogam na rua,
dificilmente, merecem a camisa dez.

e os povos fodem, se fundem,
se fodem e se confundem
ao som dos mantra-raps
difundidos pelos camelôs
que gritam e profetizam
o reprocesso da tecnologia
do tão sonhado primeiro mundo.
São armas que viram brinquedos
made in Paraguai.
E brinquedos que viram armas
made in Rio de Janeiro.
Um filho, um fígado e um travesti
Mais barato no mercado black mundial.
é a decepção de santos Dumont
justificada pela esperança
em estado de solidão.

Onde a rua vira casa, mesa e banho.
Formas modernas de crime se parecem
com formas modernas de poder
e das sucatas vem o milagre displicente
que sobrou pra gente.
A vingança coletiva de continuar
Em frente, desafiando qualquer religião,
custo de vida, vanguarda ou tradição,

pois, no final do dia, sem dar satisfação
um mendigo reparte, com outro, seu pão.
Um velho judeu faz novo despacho
confiando nos santos sem magoar Israel.
Um bando de crianças toma banho
"cagando e andando" pro bizarro.
É quando a gema do caos
se aproxima de deus, colorindo gens
criando diversos mulatos.
Nossa melhor metade escapa
num salto mortal, como fez meu ancestral,
rápido como um rabo-de-arraia
Somos angola e regional
"Aqui e agora"... e por aí afora
A capoeira é vida, a vida é capoeira.
A gente dança como se fosse luta,
a gente luta como se fosse dança.


Marcelo Yuca (ou Yuka)

domingo, 26 de dezembro de 2004

quando chega, as mãos escorrem
uma gota caindo pra cada passo
atrás, vêm a culpa e a calma
o crime deixando seus rastros

da esquina vem a promessa da punição
mas nenhuma sirene rompe o silêncio
ou a escuridão.
Onde estava a justiça, deus, a coerência?
ele andava tranquilo e impune
e deixava pra trás o cadáver da inocência

agora é sozinho, conhece o pecado
tá fudido, tá roubado...
agora é mais um cidadão completo
vendeu a alma em pedaços pra sustentar os seus vícios
bem vindo à turma, companheiro

p.s.: sei q é ruim, mas ocupou minha cabeça. se quiserem me dar umas palavras cruzadas de Natal...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

domingo, 28 de novembro de 2004

É bonito se ver
Na beira da praia
A gandaia das ondas que o barco balança
Batendo na areia
Molhando os cocares
Dos coqueiros
Como guerreiros da dança

Oh! quem não viu vá ver
A onda do mar crescer
Oh! quem não viu vá ver
A onda do mar crescer

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Nesses últimos dias, venho tentando colocar a cabeça no lugar, mas, fazer parte da comunidade "eu tenho encosto" nunca foi tão justificável. Segue resenha dos últimos dias:

- textos negados e criticados
- incapacidade de apuração
- dúvidas sobre a profissão
- pigarro frequente
- vovó no hospital, me preocupando dia e noite
- mãe dando treco
- sem internet (acabou isso hoje)
- namorada desenvolve novo método de esconder arroz
- faixa no democrata: Este bairro vai ver jesus! letra miúda: (o filme). chuva impede a apresentação da película. Parece q o ator principal pediu um favor a seu pai.
- irmão vai indo bem na engenharia (meu orgulho)
- faculdade, fraude se revela cada vez mais
- shows que fui, muitos estavam ruins, shows q não fui são muito elogiados. Shows bons onde estive
- um ano e sete meses
- eduardo vomita em meu torso nu
- tá me dando uma dor de dente...

Abraços aos que ainda esperam.

terça-feira, 16 de novembro de 2004

E, atrás dela, andando pelas ruas, vão seus sonhos. Alguns mancam, mas continuam, lamentando os que ficaram pra trás. Os mais queridos, ela carrega nas costas, pra que não se cansem. Vai também a lembrança de sua mãe, que morreu digna. Triste, mas digna, com orgulho de ter suportado viver até a morte. Seu pai, nunca conhecido, vaga na figura de uma sombra. A menina sempre torce que esteja olhando por ela. Vão os amores, que arrastaram alguns dos sonhos e ideais, esses papiros empoeirados altamente inflamáveis.
Ao seu lado, vai o exército de resoluções, soldados esqueléticos que acreditam num oásis atrás das próximas dunas. Infelizmente, esse oásis nunca chega, mas a nação de resoluções continua a se alistar, a produzir mais bebês, desperdiçando sua fé em algo que jamais vão tocar. Elas são a escolta para o confronto que ainda está para chegar: só se ouve o barulho dos tambores qe toma o lugar da terra prometida, atrás daquela colina. O asfalto guia o encontro, torna-o inevitável. Lá, atrás daquele monte está o mundo real, onde as sensações não são figuras de linguagem, o choro é sal e água, sem personificação. É lá que estão os atiradores especializados em matar os sonhos. E ela não pára de marchar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

Se vc olhar à volta deste texto, vai ver algumas cores, linhas, um selo dos malvados. Nada fui eu que desenvolvi. Tudo roubado da internet, tudo pirateado, escrevo com giz num quadro de material desconhecido. Me arrisco, ingenuamente, a perder, de um dia para outro, todos esses anos de obra. Me arrisco tolamente ao chamar isso de obra. Mas a chance de perder isso tudo traz algo de solene para cada post.
É aí que vc se pergunta aonde eu quero chegar. Será que o garotinho agora quer que o consideremos um herói? Um imbecil? um fora-da-lei? Um pacóvio? O que faz a maioria dos músicos continuar, depois que a inspiração acabou, creio eu ser uma grande consideração com os fãs. Eles querem agradecer os carros, as casas, as drogas clichês, e, se eles são bem doidões, os momentos de troca com o público. É uma maneira lúgubre, quase uma oferenda: os restos desse talento em louvor ao que já fizeram juntos. Usando uma figura que procura ser mais lúgubre do que macabra, os ossos entregues para que os fantasmas possam se libertar. E toda essa troca fraterno-ectoplásmica tem um propósito! Se o que há de web aqui é copiado, se até o que escrevo aqui é copiado, de maneira mais complicada, pelo menos as intenções são verdadeiras. Aproveitem. O que vocês têm aqui, sejam oferendas boas como frutas do norte ou cinzas já frias de tochas que se apagaram, é feito pra mim.. e pra vcs. Se vcs gostam disso, é minha a alegria maior. Desculpem se não consigo dizer isso ao vivo, mas adoro quando vêm me visitar.

(seria uma faceta bbb?)

sábado, 6 de novembro de 2004

Lembra quando eu descrevia missas e falava das reuniões de família em minhas crônicas? Pois é. O filhodaputa que me tomou o gosto por falar das coisas pequenas deve comparecer para prestar contas. Urgência.
Saudades do Rubem Braga, que, hoje, voltaram, já que o Fernando sabino tem um texto falando de como era o capixaba mais útil da história do brasil, e eu li hoje. Parecia que estava ouvindo um amigo falar de outro, e consentia com a cabeça. "Ele é assim mesmo", pensava o pacóvio aqui. Era a "nossa turma".
Agora os dois sacanas morreram e me deixaram por aqui, sem ter com quem falar. Canalhas... mas eu ainda alcanço eles.

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

Cortesia da Ana Luísa, que não sabe o que é ser alvo de pena, porque nunca o foi. e acho que nunca será.

Operação alma
Mário Quintana


Há os que fazem materializações...

Grande coisa! Eu faço desmaterializações.

Subjetivações de objetos.

Inclusive sorrisos,

Como aquele que tu me deste um dia com o mais puro azul de teus olhos.

E nunca mais nos vimos.

(Na verdade, a gente nunca mais se vê...)

No entanto,

Há muito que ele faz parte de certos estados do céu,

De certos instantes de serena, inexplicável alegria,

Assim como um vôo sozinho põe um gesto de adeus na paisagem,

Como uma curva de caminho,

Anônima,

Torna-se às vezes a maior recordação de toda uma volta ao mundo!

Obrigado pelas palavras e comparações. Obrigado pela cerveja.

sábado, 30 de outubro de 2004

Eu vi uma gaivota parar no ar, uma vez. Acho que já até falei disso por aqui, de como era bonita a harmonia entre o vento contrário e sua vontade de voar.
Daqui dá pra ver a cidade, e ela parece estar sempre parada, de longe. É como se o tempo estivesse parado. Eu queria que fosse verdade. Queria poder desligar tudo, todas as variáveis de tristeza, alegria, surpresa e insegurança - leia pessoas - só pra poder pensar: aonde eu penso que estou indo? eu preciso levar isso tudo?
Não há como se divertir querendo não estar sozinho.
Pensar: tentar entender o que quer dizer esse mudo sem-braços que é o sentimento.

Só pra vcs verem como a situação é perigosa: mandei duas frases filosóficas seguidas...

Abraços.

quinta-feira, 21 de outubro de 2004

Que saudades da aurora da minha vida
Da minha infância querida,
dos anos que não voltam mais.




Vote nulo. Esqueça seus amigos, vc não é um indivíduo, em frente à urna. E vá com seu nariz de palhaço.

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

Todo mundo cantando! No ritmo de "Adeus Ano velho!" êêêê

Adeus placa velha
Feliz Asus nova
Que o negócio se concretize
antes de 2005 nascer

Da internet vou fazer repouso
Mesmo sem poder escolher...

Adeus Pc chips de merda
Derreteu sozinha, que entojo
Madrugadas do Homero agora são só
Ler livro e fazer miojo...

terça-feira, 12 de outubro de 2004

"Aqui jaz, Fernando Sabino
Nasceu homem, morreu menino"


Quando eu era garoto, não conhecia a morte. Não haviam animais de estimação para lamentar, meu amigo imaginário foi mandado embora por mim. Não havia ninguém pra ser o canal entre mim e a dona da foice. Eu trazia a inocência quase santa de só sofrer por mulheres.
Mas aí o mundo ruiu, com o Senna, meus avós, e tantos outros que foram pra bem mais longe que barbacena. Eles deixavam um vazio que as lágrimas não conseguiam preencher. Acho que a saudade é um lenço furado...

Mas, no dia 11 de outubro de 1996, veio a pancada, morria o Renato russo, veado com um dom de tocar (até aqui, o sonho de todo veado) o coração das pessoas (agora só os cardiologistas veados sabem do que estou falando). Ele me dizia o que eram aquelas pontadas dentro do peito, que não sabia de onde vinham. Ele me disse pra amar as pessoas, e agora não diz mais nada. Acho que a morte é tampão de ouvido...

E, oito anos depois, enquanto eu esquecia as promessas que tinha feito, me dão a notícia: morreu o fernando sabino... morreu o homem que libertava seus loucos interiores para tentar ser feliz. Morreu o homem que sorria da infância sempre atrevida, morreu o retrato mineiro da vida.
É um dia muito triste, porque morreu o viramundo, morreu a calma pra dizer, morreu a coragem diante do dia imundo...

Morreu o caipira que falava por todo brasileiro, morreu a simplicidade de se mostrar por inteiro.
Caiu um pedaço do Homero, que estava em construção, e ficou sem engenheiro, mestre de obras, peão.

E a dona morte vai me matando aos pouquinhos, levando minha alma em pedacinhos...
E assim meus bolsos vão sendo preenchidos, com lenços furados e tampões de ouvido.
Se morre um coração nobre, nascem 35 falsos sabidos... espero não ter que enterrar nenhum dos verdadeiros amigos.
Guardem então, meu ensinamento... alma muito leve é levada pelo vento
Então saibam, viver a vida é um risco, não sei se salto ou me cubro.
Não conheço ainda a cara da morte, mas quero ser pêgo em outubro...

(que esses dois me esperem na porta do céu, pra gente botar o papo em dia)

sábado, 9 de outubro de 2004

Sobre os aplausos de seus companheiros, o guerreiro sorriu, indo de encontro ao sol. Trazia a alma polida pela sensacao de dever cumprido. O que sentia nao era a paz do termino da tarefa, mas a possibilidade de que haveria mais a conquistar.

Carregou nos ombros a lanca e o orgulho. Naquele vilarejo, o mundo perfeito existia, e sua tarefa estava cumprida. Aqueles que ele chamava de familia eram pra sempre gratos, mais felizes: melhores. Levava um pedaco de cada um. Era seu trofeu de guerra, um pedaco de cada coracao. Se houver saudade, a esperanca e de que ela se transforme em sorte, porque olhar pra tras nao e ruim, mas isso nunca o impediu de caminhar.

O mundo era muito grande, mas ele tinha o passo firme e as pernas fortes.

Boa sorte, Lucas. Eu te amo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

E o velho Homero? Mergulhando do trabalho pra tentar esquecer a cabeça...
Truque velho... truque falho. Vai um copo?

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

Digite login e senha

Posso contar nos dedos, posso colar os selos
As fases da lua estão aí, e estamos a fim
Mesmo que as cores já não passem de dados, pra mim

Enxergando em frequências, vibrando o ar em refrão
Alvo com distância milimétrica, renegando, do atirador, o dom
Itens saindo de série, opcionais com leasing e cupom
Batendo com compasso computadorizado, valvulado coração

Eu vou fazer um upgrade, eu vou chatear com amigos
Na sala, além da luz do monitor
Só está o silêncio, ecoando no umbigo.

Transando as idéias, masturbando a mente
Me contorço em questionamentos
you have no comments

Inforede não tem onde deitar
e-mails de correntes de paz
Arrobas que não pesam nada
Tecnologia andando pra trás

Vou deslogando,
pelo google, voei
Um abraço desmaterializado
the user is...away

domingo, 3 de outubro de 2004

Frases ouvidas ou ditas por mim nos corredores humanos da Facomfolia:

"Vc inventou o golpe do saci."

"Eu já tive 3 viagens astrais."

"O seu vômito é modelo chafariz."

"Tive que jogar a camisinha fora."

"Eu amo o escambo! Bebi a noite toda e não gastei nem um centavo."

"O Lucas parece o camelo do Sr. Esfiha."

"A noite deve ter sido boa, sumiu sua camisa de baixo."

"Eu tenho um chiclete."

"Você não mijou no meu copo não, né?"

"Se vc me der outra ficha, não precisa me dar os 50 cents de troco."

"Pô, ela já tá com outro?!"

Aê, eu não pude fazer a famosa análise do texto pois muitos desses tesouros são comprometedores. Muito menos dar nome aos dromedários que proferiram cada pérola. Esperamos contar com sua compreensão...

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

E tem início a "Facomfolia". Espero te rmais um post com pálas em breve. Além de um fígado inchado e uma namorada compreensiva.

A partir deste ano, passo oficialmente a adorar essa época do ano. Festa q não chega!

terça-feira, 21 de setembro de 2004

A poeira girava em torno de nós, celebrando o encontro. A raiva transbordava do olhar de ambos, e eu já nem sei qual de nós começou a rosnar. Mas o pêlos eriçados não eram ódio. Era algo mais frio, como adaga cortando carne morta. Éramos inimigos mas nos respeitávamos. O meu medo não me dominava porque sabia que o dele não o dominaria.
Ele deu o primeiro passo, dando movimento à raiva, à selvageria. Eu era só instintos. A corrida ateou fogo nos meus nervos. Não sabia se ia vence rou perder, mas não tinha importância. Eu só queria terminar aquilo tudo dando tudo de mim. Os olhos à minha frente eram o espelho dessa vontade. Nos encontramos, afoitos demais para encaixar os primeiros golpes. Os músculos explodiam, berravam, no esforço para dar-nos vantagem. O silêncio teve medo e não ficou entre nós.

...

Meu único golpe não-planejado o atingiu. Peguei seu corpo, numa das transições da luta e o arremessei sem ver aonde ia cair. Sua coluna atingiu a quina de um pequeno muro, dando fim à sua glória. Ele havia perdido, e a dor só não era maior porque meus urros de triunfo distraíam sua atenção. Me aproximei. Seus olhos refletiam, agora, um pouco de medo. Mas o que mais chamava a atenção era que ele me olhava agradecido. A honra não diminuía sua dor, mas ajudava-o a lidar com ela. Éramos animais em luta. Um tinha que perder. Ainda faltava alguma coisa.

Estiquei seu focinho, antes de torcê-lo, cumprindo meu dever. Antes do movimento, ele lambeu minha mão. Eu chorava copiosamente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Exausto. Quase sem dormir. Dormindo às duas e acordando às cinco, sem saber porque. E quatro aniversários no fim de semana. Acho que não vejo a prõxima segunda feira chegar (ainda bem, porque segunda eu tinha que ir trabalhar).

domingo, 5 de setembro de 2004

Post de domingo

Que saudade da época onde eu só postava aos domingos. Era fácil sentar e deixar fluir. Eu precisava decidir se gostava de novas pessoas, precisava dizer o quanto era um sublime sofrimento amar e não ser amado. Era mole.
Mas aí vieram as novas amizades, a perda de contato com os antigos amigos, o amor. Acho que já não há mais do que falar. Eu agora devo aceitar, me casar, fazer novos amigos todas as vezes que me distanciar dos antgos, engordar, nriquecer, empobrecer, votar na situação e jogar na megasena de novo. Pra que um site, gritos de protesto, ou textos, se a poesia do burguês é dormir ao luar de veneza?
Porque eu sinto falta dos velhos amigos, e suas manias de implicarem comigo. Porque o sorriso dos amigos agora é só um quadro difuso de areia e tempo que deixa na minha boca um gosto de saudade. Parece com farofa e licor de anis.
Eu continuo não porque eu preciso de uma cruzada para viver, não porque eu tenho um ego pra alimentar, não porque é um vício de linguagem. E continuo porque meus novos e antigo amigos me instigam o pensamento, balançam meu coração e me ajudam a crescer.
Já pra guria... Continuo porque continuar amando é conquistar tudo de novo todo dia. Ganhar o coração de uma guria é perdê-lo todo dia se não se esforçar para tê-lo perto. É atrair oferecendo liberdade. Conquista é ter que fazer isso todos os dias. Isso sim é desafio. O começo foi fichinha.

Meus amigos, espero aguentar todos os dias seus defeitos e, principalmente, suas qualidades. Espero ter o privilégio de odiar a companhia de vcs e vcs não darem a mínima. Espero que reconheçam em mim alguém que quer rir com vocês.
Apareçam. E tragam biscoitos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Leia em 'O Bloco',um site sobre o cenário musical da cidade,aresenha deste merda aqui,que,como sempre, resolveu utilizar seu método de improvisação totalpara trabalhar. Fiz a cobertura de um show SEM IR AO SHOW. Essa juventude descompromissada, esses maus profissionais,no meu tempo é que era bom... Aonde esse mundo vai parar...

terça-feira, 24 de agosto de 2004




quinta-feira, 19 de agosto de 2004

Momento "fábulas da Dona Benta"

O capiau cortou a folha duas vezes, para que a formiga, teimosa e já exausta de tentar, conseguisse carregá-la. Com um quarto do peso, a folha foi erguida, a formiga podia andar. O caipira, deus misericordioso, foi dormir na rede, feliz por ajudar o bichinho. Estava tão leve que dormiu rápido, e não viu a formiga largar a folha. Se chegasse com uma folha tão pequena, não seria levada a sério no formigueiro.

terça-feira, 10 de agosto de 2004

Não feche os olhos, não me faça ver. Não toque o fundo, não vá chover.
Não durma com os anjos, não chore como um bebê. Não dá adeus, eu preciso de você!
Não deixa me envolver, essa puta melancolia. Seu nome é Deus? É coragem? Ideologia?

Jogado aos leões, perdido na surdina. Afogado sem gritar. Eis minha sina...

sexta-feira, 6 de agosto de 2004

Nasceu o Eduardo Tostes Delage. 4 kg, um terço da altura da mãe (49 cm) e olhos azuis como o oceano aberto. Bem vindo e boa sorte. Estamos aí pro que o senhor precisar, SOBRINHO.

terça-feira, 27 de julho de 2004

O tédio é o estopim de todas as emoções. E aí, neném... Você tem fogo?

segunda-feira, 26 de julho de 2004

            Numa época onde todos sabem mais a seu respeito com uma mera busca no google, fica difícil saber o que é realmente importante. O que ficava antes era a obra, o mito. Como saber como era o rosto de Eça de Queiroz sem seus livros? Impossível, impossível. Eram outros tempos. hoje, em época de fama fácil e grana rolando aos barris na alta roda, fica evidente que a imortalidade é palpável. Qualquer um com um cabelo grande e uma lipoaspiração é chamado de roqueiro. Qualquer putinha rica grava um filme pornô caseiro e vira modelo internacional.

Me amem.

quinta-feira, 22 de julho de 2004

e andava, com o rosto baixo e as tristezas a agulhar suas costas, por entre os carros.
Por não saber o que dizer, ouvia. Por não gostar do que ouvia,  sentia a solidão. Jogo do brasil, sexo, fofocas... será que não sabiam falar de outras coisas?
Nesse momento, por uma obra irônica do destino, os alicerces de seu pensamento foram demolidos. O catador de papel lhe sorria. Foi aí que percebeu: a salvação estava na simplicidade de enxergar. O mundo era daqueles pobres trabalhadores, que sofriam e, por milagre, sorriam. Sim. Deus existia, e estava no rosto de cada homem simples. Sorriu de volta, dissevbom dia.
- bom dia!!
-bom dia, disse a face de deus. tudo bem?
-tudo, e com o Senh..
- me arruma um trocado?
 
Olhou pro chão, as costas doíam com as picadas. Lamuriava algo sobre a simpatia ser a arma dos pobres. Seus ouvidos já pegavam carona em outra conversa sobre carros.

quinta-feira, 15 de julho de 2004

Eu, Tarzan?

Eu era Tarzan, você era Jane, e pronto. Nào precisávamos saber ou8 dizer mais nada. sabíamos quem éramos e o que éramos, para sempre. Eu, homem macaco, você minha fêmea. Eu, Rei da Jângal, você e os negros, meus adoradores. Eu caçar e matar bicho, você cozinha bicho. E a nossa água era límpida e o nosso ar era puro e à noite nos amávamos. E as estrelas eram fixas no céu, pois assim seria para sempre.
Aí vieram o outros, com aquelas histórias.
Eles eram brancos, e em vez de me adorarem, como você e os negros, me explicaram. Eu era um lorde inglês! e você não tinha saído de um casulo para me servir como eu sempre pensara, era a filha d eum missionário que s eperdera na floresta e me encontrara por acaso. Que história era aquela? Eu não era mais só Tarzan, você não era mais só Jane. De repente, tínhamos sobrenomes, tínhamos parentes, tínhamos biografias. Os brancos nos infectaram com as nossas histórias. Os brancos conspurcaram nossa clareira com o passado. Pois ter uma história para trás significava ter uma história pela frente, significava ter um fim, significava velhice e morte. Pela primeira vez, à noite, você disse "Hoje não, meu bem", e eu disse "Que história é essa?". Foram as nossas primeiras palavras civilizadas. E de repente até as estrelas estavam em movimento no céu, nascendo e morrendo diante de nossos olhos atônitos. Até as estrelas tinham história!
Depois veio o problema com os negros. Não adiantou eu dizer que nada mudara, que se não me deviam obediência por eu ser rei da Jângal, deviam por eu ser um lorde inglês. Me vaiaram. Me chamarm de símbolo da mentalidade colonial, e ainda fizeram pouco da minha tanga. a Cheeta, cuja lealdade eterna se baseava na presunção de que éramos meio parentes, também me repeliu. Se eu era inglês, era um intruso - e que história era aquela de caçar e matar bichos sem qualquer consideração ecológica, como se a Jângal fosse o meu reino, só porque eu era branco? e Jane não me ajudava na minha crise de identidade:
- Eu, quem?
- e eu sei?
E chegamos a isto, Jane, ou como qur que você se chame agora. Eu uma entidade ontológica em trânsito, um ser perplexo de tanga a caminho do fim de todas as histórias, procurando um sentido nas estrelas e só vendo o silêncio piscando, você fazendo administração de empresas em algum lugar, insistindo para eu ter e-mail para, pelo menos, mantermos contato. E a água não é mais limpa, e o ar não é mais puro, e ando sentindo umas pontadas aqui do lado.

Esse texto genial está no livro "O melhor das Comédias da Vida Privada", de Luís Fernando Veríssimo. E meu, agora, porque eu ganhei um de presente.

Um abraço do embusteiro, a fonte do engano e do sofrimento p/ os deuses, o chefe dos lobos, um espírito malicioso e inquieto. (Isso é o que todos somos, apesar de nos acharmos bons sujeitos)

quinta-feira, 8 de julho de 2004

Liquidação

Tá em ponta de estoque
é só escolher, taí no chão
Vai aí, leva 3 cacos e
Recebe um coração!

Garantia eu não ofereço
Por esse preço, não!
Se eu pago caro no mercado negro
Vem baixar o preço do meu coração?

Só leva um, ele é ciumento
Alguns afagos, só isso de ração
E ele vai com você, não importa onde
Seja pro inferno, Chile ou Belo Horizonte

Só tá em caco, não cola fácil
Ninguém tem o que é preciso
Vem sem manual de instruções
Sabe... o deus do amor devia ser Narciso
Essa filosofia vai de graça
Só não joga ela no chão
Ela leva sal a gosto
Mas continua igual a caco de coração

O antigo dono era só um garoto
Não sabe cuidar direito
Teve até menina interessando
Mas ele dá muito trabalho
Não sabe ser criado livre
É só nega chamar
Já sai balançando o átrio
Mas coleira ele não usa
É um bicho arredio

Já nem sei como criar
Se alegre ou se manso
Esse animal traiçoeiro
Tá é fechando pra balanço.
Se vc ainda não lê:

terça-feira, 6 de julho de 2004

Gravada minha primeira participação num videoclipe. Depois de umas cabeçadas e quedas, perpetrei um sequestro relâmpago. Se quiserem conferir, vejam sempre esse grande programa sobre alta cultura que é o panorama revista em breve. O desgraçado do orkut continua sendo uma incógnita, os trabalhos estão cada vez mais chatos e eu acho que vou tomar pau em semiótica. Deve ser o tal inferno astral com a proximidade do meu aniversário. Que que você vai me dar? É dia 13, terça feira que vem.

Tá atualizado.

Bônus track: Regras de sobrevivência no orkut

-Seja fã de todos, isso aumenta seu moral e pode render alguns fãs tb.

-Se vc for feio, admita. Use uma figura no lugar da cara. Um bom exemplo é o uso indiscriminado do Shrek: além de assumir que é feio, vc ainda fica com fama de bem-humorado e cinéfilo pop. Uma foto sua quando criança tb é um bom truque.

-Sabe aquele primo da amiga da sua ex-namorada? Adicione. Números são muito importantes na era da "fama virtual" (com duplo sentido por favor).

-Seja amigo de amigos com mais de 200 amigos (é proposital sim). Sua cara vai aparecer no friends book desse herói das massas, e, consequentemente, no de mais de 200 pessoas. Se estiver usando o Shrek então, garantia de curiosidade.

-É fato. O photoshop já é um pré-requisito indispensável para o micreiro que se preza. Aprenda a aumentar o seu potencial. Isso é marketing pessoal.

-Penetre em comunidades de vagabundos, como a "eu amo a cerveja itaipava" e em sites que gerem algum sentimento nos seus alvos, como: "jornalismo literário? esse cara deve ser um cult" ou algo melhor como, "qual será a desse cara, se ele está no "eu sou um garanhão sensível"".

-Adquira uma internet banda larga e responde sempre com uma piadinha simpática. Logo você terá mais de 200 amigos, Shrek.

-Seja alternativo. Mas não exagere, nada de wicca ou "eu adoro o cinema iraniano". No máximo uma "Uikibiu".

-o humor ganha sempre: participe passivamente de comunidades ridículas como a "Eu tenho encosto". Tenha sempre um amigo famoso, é tudo caô. Recomendo o Zé Pequeno ou a vovó Mafalda.

-Todos os seus amigos são populares. Claro que são, calaboca! Coloque todos os gelinhos, carinhas e corações em todos, deixa de ser babaca e ajuda os outros tb.

Você está pronto para conseguir felicidade e vários novos amigos, quiçá uma peleguinha pro fim de semana. Vai na fé e não esquece de atualizar o seu profile pra "Country: Iraq".

sexta-feira, 25 de junho de 2004

A Hora do mergulho
(Enghaw)

Feche a porta, esqueça o barulho
Feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho
Eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo
Super-homem não supera superfície
Nós mortais viemos do fundo
Eu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo
Eu quero paz:
Uma trégua do lilás-neon-Las Vegas
Profundidade: 20.000 léguas
"Se queres paz, te prepara para a guerra"
"Se não queres nada, descansa em paz"
"Luz" -pediu o poeta
últimas palavras lucidez completa
Depois: silêncio
Esqueça a luz... respire o fundo
Eu sou um déspota esclarecido
Nessa escura e profunda mediocracia


Danuza, a sua dança nervosa e concentrada e alegre foi um beijo na minha alma. Te conheço mais agora. É tão estranho dizer isso e ao mesmo tempo, tão gostoso...

terça-feira, 22 de junho de 2004

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

"Devo dizer que ser eloquente nem sempre é falar" Ptialina Cazarré
Vai criticar a mãe.
O Eduardo tá pra nascer. O Brizola acaba de morrer. Onde é que a gente se encaixa, hein?

Em algum lugar entre a política e o nascimento, reside a saudade.



De tudo aquilo que já viveu e se mudou da minha cabeça. O coração é só uma idéia insistentemente urgente (tum-tum) demais pra ser esquecida.

\\\oi . eu voltei

quinta-feira, 27 de maio de 2004

Mais um ciclone na costa brasileira... Serei eu?

terça-feira, 25 de maio de 2004

Entra aí.
Quadrinho bom parrai!!

sexta-feira, 21 de maio de 2004

E eu vou pro show do Rappa. Ingressos esgotados, espaço reduzido. Afasta-me das pancadarias e vodkas ice.

Reza Vela, Todo Camburão..., Favela, Mar de Gente, Coincidências e Paixões, R.A.M.(?), Vapor Barato, Fica doido varrido...

segunda-feira, 17 de maio de 2004

To blow the blues

E a segunda-feira vem se aproximando com a sutileza de um trem desgovernado. Você a vê ao longe e já sente suas pernas tremerem, uma saudade da cama, um urubu pousando no ombro. Acordar, ralar, andar, olhar pros mendigos e ouvir uma canção durante o almoço. Fingir que aprendeu. Dormir. Acordar, ralar... e o trem já parece ter atropelado tudo, passado em cima de você na terça-feira, te quebrado, te partido... Uma composição com aquele batuque ritmado vindo dos trilhos, perto dos ouvidos, o vento roçandono seu corpo caído, vendo aquele infinito aço só se afastar de seus olhos quando o sol mergulha no espaço entre os vagões. O batuque mecânico entorpecendo a cabeça, fechando a porta do exterior, te deixando sozinho num quarto escuro.
A dor no corpo já é só uma impressão distante, e a mente trabalhando, afundando no escuro da gruta, de onde vem esses grunhidos estranhos. Quarta-feira, esses sons já familiares tomam forma, num tom vermelho como o fundo de um trem, correndo na sua direção, os braços puxando o cabelo para a escuridão, um uivo azul trincando a vista do buraco negro e a consciência ficando acesa o tempo todo, dor, dor, tristeza, solidão desgovernada como uma segunda-feira quente. Soprar um blues, empurrar a tristeza mais pra frente, adiar o encontro. É preciso uma salvação. Uma tábua de salvação, com um tapa ouvidos para interromper o zumbido que as pessoas ao meu redor produzem. É uma frase atropelando a outra, fazendo de tudo um só fôlego, uma nota dissonante que ecoa sem parar, sem sentido, sem sentindo, sementindo. Quarta-feira.
Quinta, sexta, domingo, a morte tem um calendário vermelho, as alucinações são uma janela pra não olhar pros vazamentos, e o importante é manter a calma, ser honesto, buscar a felicidade com uma fêmea que trepe duas vezes por semana, e empurrar o blues. Sempre soprar o blues. Não sentir, não peitar, chorar não adianta, anda. Sopra uma canção azul que erice os pêlos da nuca de quem ouvir, exorcizar o peito, soprar o blues. Sem compasso de trem, sem dureza do aço, sem a volatilidade das horas, sem a matéria das mãos. Aprender. Soprar o blues, soprar a poeira, soprar a nuca. Soprar o tempo pra longe do olho, olhar o espaço sem remorso, sentir o sereno. Blues, blues, melodia triste pra atirar no monstro que te atormenta. É você quem deve dormir. Blues. Tranquilizar, ser, um dia, quem sabe, encarar. Blues no fundo. Segunda-feira Blues.

sexta-feira, 14 de maio de 2004

S U R P R E S A !!!

terça-feira, 11 de maio de 2004

Algumas frases minhas que dariam aspas na VEJA. Aliás, não leiam a VEJA. É tudo mentira.

"O sucesso, no Brasil, é ganhar convites pros churrascos do Zeca Pagodinho." Homero Nogueira, autor de novelas

"O amor é como o comunismo: vc passa anos tentando aprender a dividir e, quando acaba, você fica décadas tentando descobrir o porquê." Homero De la Cruz, sociólogo

"O lugar mais sublime pra um livro é ao lado do vaso sanitário." Cezar Vaudeville, poeta menor

"O direito à privacidade ainda existe porque os telepatas estão em greve." Molusco da Silva, líder sindical

"Eu não estou satisfeito com a minha silhueta." Homer Simpson, mister músculos

"Você está desprovido de campo nocional, sua lontra" Homero Tostes Filho, líder do Senado

"A sua morte será sentida em todos os puteiros do país" H, parceiro do finado Chico Buarque

"Morram, formigas miseráveis!!" Homero, funcionário do mês

"Meu destaque na mídia é gostar de Sartre." Biluca, meia esquerda do Palmeiras

"É um pequeno flato para o homem, um grande passo para a humanidade" Profeta Cezinha, antes de peidar em Chernobyl

"A música de Deus tocou meu coração." Ptialina Cazarré, playboy

"Boa noite a todos." Sr. Homero, porteiro solitário

"Vamos ter que entubar." Dr. Homero Nogueira, proctologista

Desculpem a demora...

segunda-feira, 3 de maio de 2004

O mais mineiro dos meus amigos, enquanto se espreguiçava: "Ai, que vontáááde de não existir..."

sexta-feira, 30 de abril de 2004

Sensacional Festa da aurora

Sabe aqueles tempos antigos, onde a sua inocência começava a fugir de você e os amigos valiam mais que uma família? Eles voltaram! Venha reencontrar aqueles que moldaram sua personalidade e ensinaram a consumir bebidas.
Hoje, na casa da Márcia (nº desconhecido, ap 401), na rua Barão de Cataguases, a partir das 21h.
Traga as bebidas, afinal, estamos d evolta aos velhos tempos. O engov vem de brinde, porque você não é mais um garoto.

quinta-feira, 29 de abril de 2004

Duas canções que têm passado muito pela minha cabeça. Elas têm até uma ligação, ficando meio metidas a besta... mas são muito boas.

Vozes

Se você ouvisse
As vozes que ouço à noite
Acharia tudo que eu faço Natural (normal)
Se você sentisse O medo que eu sinto do escuro
Se você soubesse O mal que o sol me faz
Não me pediria pra repetir
Revoltas banais
Das quais eu já me esqueci

Se você ouvisse Às vozes que ouço à noite
Às vezes me assustam Outras vezes me atraem
Se você sofresse
Tanto quanto eu sofro com a solidão
Se você soubesse
O quanto eu preciso da solidão

Não me pediria pra repetir
Frases banais Das quais já me arrependi

Duas pessoas são duas verdades
E, na verdade, são dois mundos
A cada segundo, o pânico aumenta
E uma sombra arrebenta A porta dos fundos
Se você sofresse
Tanto quanto eu sofro com a solidão
E precisasse
Tanto quanto eu preciso da solidão
Não me pediria pra repetir
Gestos banais iguais aos que eu não fiz
Panis et Circenses

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

terça-feira, 27 de abril de 2004

A viagem foi boa, mas nunca vão à Vitória. Especialmente desarmados. Tá contado.

Pior foi o interperíodo... esse time de fumantes da minha sala jogou como o grêmio. Divididas e ligação direta meio-campo-ataque. Empatamos. Na garra, no suor, na exaustão. O problema é que tinha outro jogo depois...

Eram nove times e só dois jogaram duplamente no sábado. O meu foi o que sentiu mais e o time combinado Banzo-calouros botou uma correria pra cima da gente, o que foi uma puta covardia. Perdemos de virada no finalzinho, o que não é de todo ruim, visto que tínhamos o pique de um prato de croquetes. Agora comecei o treinamento intensivo: nada de ônibus do boteco pra casa! No próximo interperíodo terei o fôlego do Cafu dopado com efedrina!

sexta-feira, 23 de abril de 2004

Ah! De tarde eu vou ver se consigo contar da minha viagem pra Vitória pra vocês
Agora eu sou "um cara que acredita no amor..."
E em papai noel, coelhinho da páscoa e reforma agrária tb rs

quarta-feira, 14 de abril de 2004

Muro no Rio. Três metros cercando a Rocinha por todos os lados.

Versão 1: Pra acabar com a violência de fora, isolando os traficantes: o prefeito César Maia chamou o projeto de "Parque temático da Cocaína."

Versão 2: Luís Paulo Conde, autor do projeto, diz que o muro é para conter o avanço da favela da Rocinha, sitiada há dias, na direção de uma reserva ambiental.

Assessorias dos dois gênios políticos trocam farpas a semana toda. Os traficantes (Dudu e Lulu, ambos do CV, lutando pelas bocas da favela e responsáveis pelo tumulto) não foram encontrados. O exército foi chamado e deve subir o morro para não achar ninguém).

segunda-feira, 12 de abril de 2004

E essa quietude que é alegria! Passamos por muito, e oque a gente acumulou, pro bem e pro mal, é pura entrega.

O que eu procuro no amor é alegria na mudança, diferenças que moldam um só pensamento, a paz que um olho de furacão apresenta. Com vc, não me falta nada. Mas pára de mandar em mim! rs



Te amo, e ninguém jamais saberá como é o que a gente sente. Te amo, porque não tem palavra pra dizer o que é isso. Te almíndarístaco, abliânio você. Ramenitepettt. Não é: Somos.

quarta-feira, 7 de abril de 2004

Oi. Eu to aqui. E vc?

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Essas são as coisas que vêm à minha cabeça quando penso na sessão da tarde. Inevitavelmente, toca a musiquinha do "De volta para o futuro" enquanto penso nisso.

Obrigado dona, obrigado pela carona. (do filme Creep Show)

Eu vou arrancar sua cabeça e defecar no seu pescoço. (Clint Estwood)

Eu te amo, amiguinho. (falando de um animal qualquer)

Aminipitchucakativow (criança africana de Os Deuses devem estar loucos 2)

"Ele só queria sair com esta gata para curtir, mas agora tudo deu errado e ele está em sérios apuros. Porque ele está.... SEM LICENÇA PARA DIRIGIR!! (anúncio do filme homônimo)

Eu sou Gwildor. (no desenho não era Gorpo?)

Sou seu pior pesadelo. (imagina o rambo falando isso no telefone, pro cara do diskcerveja)

Hoje vai passar Cocoon. (não! não! diga que não é verdade!)

Lady Hawk: o Feitiço de Áquila (Yeah! Yeah!)

Agora, esse bichinho vai viver uma grande aventura! (André? Uma foca chamada André??)

O sbt não vou nem mencionar, porque seria apelar para o humor fácil. Acampamentos para gordos, filmes do scooby doo e Christine o carro assassino são covardia.

domingo, 4 de abril de 2004


E nasceu. Como a folha antes era branca, o dia chegou: limpo. Cada minuto depois da notícia era uma linha escrita no rascunho do tempo. Depois do almoço, na hora de vir para a faculdade ou minutos antes do parto, cada um recebia o seu papel, todos muito parecidos: ansiosos, irrequietos, procurando por relógios. Seria até uma peça monótona, se não houvessemdois de nós, em especial, relaxados demais para a ocasião.

Seis horas, vamos a pé para o hospital, pensando e falando sobre a época em que nos conhecemos (no trote). E chegam 3, encontram com 2, o parto vai ser televisionado. Veja só como anda esse papo de reality show.
As famílias do casal (sim! ainda usamos, nesta época, o método tradicional de reprodução - incrível, não?) se mostraram bem mais experientes: cheios de provisões e celulares ligados. E nós lá, morrendo de fome, nervosos, a conversa raleando.

Quando apareceu a mãe, deitadinha para a cesariana, houve silêncio. No parto, a transmissão simultânea, alardeada no cartaz próximo à TV, mostrou-se ainda pouco avançada. Nos momentos de clímax, aparecia um sorriso congelado da Alexandra, mãe da história. E reclamações gerais quando isso acontecia. Principalmente na hora em que os médicos faziam esforços de boxeador para abrir a barriga dela. Nessa hora, cortou-se a imagem. Antes que tivéssemos tempo para pensar bobagens, aparece a criança, bonita, enorme para um bebê prematuro. No telefone, a mais nova avó do mundo traduz o que alguns de nós ainda não tínhamos assimilado:
-- Nasceu o Gabriel. -- com aquela vozinha doce que só vó sabe fazer.

O Juliano, que já soluçava de tanto chorar, respirou fundo. O gesto foi seguido por todos. Então abriu um sorriso repentino, enorme, radiante.
-- Até que enfim acabou, puta que pariu! -- bem o estilo dele.

A criança vai ficar 3 dias em observação, por precaução, e o "Jota" e a "Jade" vão ficar, pra irem se acostumando à responsabilidade. O povo já começou a planejar o futuro do mancebo, transformando-o rapidamente em boleiro, médico, imperador. Essas coisas que você acha ridículas quando é garoto, mas ao passar por um parto de amigos (agora eu seu), é o maior barato.

Então nós nos despedimos, saímos para comemorar, como bons coroas que começamos a nos tornar. Deixamos lá, cada um de nós, um pedaço da juventude. Herança pro Gabo, que vai aproveitar esse legado, infernizando seus pais e procurando luz nas coisas da vida.

O palco dessa noite de transição tem uma lua cheia linda, o primeiro dia dessa fase da lua. Dessa fase da vida. As sombras formadas pelas nuvens são os deuses da mudança rindo de nós, os cara calados e pensativos que caminham pela noite, achando as sensações que estão sentindo estranhas e novas, como todos que já passaram por isso.

Gabriel Braz Nery, 2 de abril de 2004, 19:48

sexta-feira, 2 de abril de 2004

E é quase um ano de vida... uma chuva, dois olhares: um amor.

quarta-feira, 31 de março de 2004

"A gente vai levando, a gente vai levando..."

Essa é a semana mais lenta de todo a história do cosmo. Falta muito pra sábado?

terça-feira, 30 de março de 2004

Uma fonte queimada, tédio, zoações, desinteresse, babaquices, armadilhas de personalidade...

Hoje é Dia de São Zózimo e São Clímaco.

terça-feira, 23 de março de 2004

Na sexta feira passada, numa encruzilhada no Rio de Janeiro, à meia-noite, uma criatura de 80 centímetros, rosto desfigurado e pêlos cobrindo todo o seu corpo começa a perseguir os pobres macumbeiros. Os outros deixam de confiar na ação de seus deuses para salvá-los de todo o mal, e acabam espancando a criatura. Uma senhora, moradora da simediações salva o bichinho e cuida dele. A notícia sai no jornal O Dia. O demônio quase linchado é um glutão de formigas. Um filhote de tamanduá, nada parecido com um tamanduá adulto.
Tô na fase de hibernação que desenvolvi para fugir das armadilhas dos blogs. É comum e recorrente num blogueiro desistir, do nada, de um blogzim que ele tem. Encheu o saco, asta la vista, delete all. Dois meses depois, mais uma página é criada pra entulhar a lista de procura do Google. Como era a frase? Ah, é. "Todo blog é um pedido de socorro."
Bom, esse aqui foi meu único filho, já que um outro nasceu morto. E tamos aí, caminhando pra, talvez, já nem lembro, 3 anos de existência. Bom... qual o segredo desse sucesso de público e crítica (rs)? Hibernações. Uma pausa pro café e um cigarrinho. "Me deixa, que hoje eu tô de bobeira." Esses caras do rappa são poesia pura rs. Mas eu acho que essa porra de "away" num vai durar muito, até porque, toda vez que eu escrevo que tô parado empolgo mais um pouco. Deixa só eu achar outro lugar pra colocar minhas figurinhas.
Por enquanto é só. Um grande beijo e folhas amarelas no chão que vocês passeiam.

(volta logo, amor...)

quarta-feira, 17 de março de 2004

Como diria um filósofo antigo...
"Muitas vezes, o problema está entre o teclado e a cadeira..."
Bem vindo ao mundo de Yahoo Geocities!

terça-feira, 16 de março de 2004

Ow!!! É a segunda vez em 6 meses que essa merda desse angelfire deleta minhas figurinhas. Segundo eles, eu fiz uma dessas coisas: spam, fotos ofensivas, distribuição de pornografia ou outras budegas mais...


A solução? Se vc achar que foi deletado por engano, siga as instruções de uma parte do site que não é vista EM LUGAR NENHUM!

Se alguém souber onde hospedar imagens de graça, me avisa aí.


Você percebeu que era propaganda de carro?

sexta-feira, 12 de março de 2004

Minuto nu´s Trampus

Um texto perdido por uma maldita falha no servidor é como errar o alvo na final. Parece que arrancaram uma parada do teu peito só pra jogar no chão.
Mas essa parte eu tenho que recuperar.

Hoje é sexta feira. Dia 12. O número cabalístico é 11. Eu amo 11 vezes mais a vida e seu sorriso é lindo como uma nuvem que se desfaz.
Te amo.
:-)

quarta-feira, 10 de março de 2004

Tô escrevendo aqui do trampo, depois de quase virar a noite. É gente nova que entra. Curiosamente, já não há mais novidade nisso. Entre os amigos, uma puta saudade, mas a moçada não se encaixou ainda. E a cabeça, no meio daquela moçada toda, só pedia uma conversa interessante, um jeito de ligar um pouco o que me tem faltado nessa semana, que é o entusiasmo. O último fds foi o mais rápido da minha vida, não porque eu entrei num cominha leve ou por ser daqueles que vc faz tanta coisa que nem percebe os dias passarem. É porque eu nem me senti descansado. A noite girou pra tantos lados que me causou um gosto metálico de nostalgia, várias vezes. Muitas lembranças, pensamentos, TEORIAS(?)! Quanto tempo não há isso? Quanto tempo eu me escondo da minha cabeça pra não ouvir coisa ruim? Será que é agora que eu volto a ser um teórico sobre conhecimentos gerais? Pelo bem da nação, é melhor não, mas até que eu quero. Só um pouquinho... deixa vai?


gato de rua é que deita na lua

segunda-feira, 1 de março de 2004

Motivação do post: uma janela quebrada e uma provável dor de cabeça.

Chuva todo dia, tudo bem. Mas granizo já é demais. Que o gelo caia somente nos copos da vida e no espírito santo, amém.

Feliz aniversário, Lu.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004



Juro que não é nada do que vc tá pensando, Dan! Era uma foto sua no monitor!
Esse é meu cubículo de trabalho não remunerado do mês. Entre e se aprochegue! Por favor, traga biscoitos.
O pierrot acordou com o sol no rosto, num caleidoscópio de serpentinas protegendo-o do frio. Mal sabia seu nome, mal sabia que não tinha mais o dinheiro nos bolsos. A lágrima que carregava tatuada no rosto, marca registrada da fantasia, estava borrada, quase sumia. Teve dificuldades pra se erguer. Agarrou-se no muro chapiscado, que corta sua mão. Ele lambe o sangue que escorre e melhora um pouco de sua ressaca. O gosto metálico agita o estômago. Carnaval.
De enzimas não é muito barulhento, mas até que anima..
Com a consciência de que não podia sair dali porque seu corpo ainda não respondia, a mente entrou em funcionamento, não sem um rangido nas engrenagens. A cabeça latejou. O choque da dor reacendeu a memória com o clarão de um raio. Lembrou-se de tudo o que fez nos quatro dias passados. De olhos arregalados no meio da rua, sorriu. Saiu andando, confiante como nunca. Nem tudo foi certo, podia vir a se arrepender de algumas coisas, mas não seria agora. Oxalá tenha chovido como ele se lembrava.
O sorriso de desprezo que usava agora não parecia ser outra máscara. Era como se cuspisse no rosto do chefe do pelotão de fuzilamento. Limpou a poeira das roupas, a lágrima verdadeira fazia brilhar a maquiagem triste. Podia vir o mundo, não tinha medo. Até esperava por isso.
Cantarolava. "Todo carnaval tem seu fim..."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004


Essa figurinha maneira eu achei num tal de Pensador Urbano(www.pensadorurbano.blogger.com.br). O blog tem uns troços legais e tals, mas o cara parece ser meio sério demais. Sei lá, não sou nenhum Renato Aragão, também...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004

"Peço licença pra cantar, porque não gostaria de incomodá-los. Posso?"
Era assim que devia fazer o Seu Antônio.

Andando pelas ruas de Juiz de Fora, vc encontra alguns personagens que, por suas particularidades, todos conhecem. A Maria, berradora do calçadão (embora eu nunca tenha visto), ou a mulher que pede um real, senão, metade, e metade, e metade. Não tem? Então morre! Re! Vou chamar a puliça! Sá! E tem o seu Antônio, aquele velhinho que canta no calçadão, seu chapéu de cangaceiro e a voz arranhada pelo uso.

Segundo o pessoal da auto-escola, "aqueles doidos de tampar pedra". E os fdp contam suas histórias sobre a Maria ter escolhido um deles pra encarnar, ou sobre o velhinho que canta no calçadão: o que eles não sabem que tem um nome. Todos eles são doidos, que fazem parte da cidade doida em que a gente vive. Já são instituições, com suas manias loucas e insistência em existir. Eu saio da aula puto, não sei direito porque, e continuo bufando quando passo pelo velhinho, com a sua sanfona, berrando à noite. Uma vontade enorme de fazer uma reverência pra ele, dar um abraço nele, cantar com ele. Ele me vê, e eu aceno com a cabeça, discreto como sempre, e ele canta mais uma pra mim, depois do tinindo que eu recebo como resposta.

Fica em paz, Seu Antônio, João, José, Getúlio. Eu não tenho certeza do seu nome, mas sei que vc é mais que uma história, é mais que uma instituição.
Vc é meu irmão, como todos esses, e por isso eu sinto tanta vergonha e raiva. Eu odeio essa distância que todo mundo impõe, tendo pena demais de si mesmo pra olhar pro lado e ver que tem mais gente, querendo atenção. Eu não sou médico, eu sou homem. Eu sou um filho, me ensina a ver bem o mundo, em vez de brigar. Eu sou mãe, quero falar com meu filho, mas não sei o que dizer. Eu sou o canto no calçadão, tatuando outro tempo no ar de agora, eu sou a alegria de não dever a ninguém, já que não tenho mais nada. Desculpa se incomodo, não era minha intenção.
O PROFETA Gentileza chamava-se José Datrino, nascido em 11 de abril de 1917, natural de Cafelândia, interior de São Paulo. Ele era mais um doido de matar com pedra, que ficava conversando com todo mundo, pregando nas barcas em Niterói. Falava de amor, de alegria, de gentileza. "Gentileza gera gentileza" era seu lema. Com a idade, cansou de andar, resolveu pintar os sentimentos bons nos pilares do viaduto do caju: Virou parte da cidade, que todos conheciam, tocava de vez em quando o coração de alguém, e fazia seu caminho pelo mundo. Na humildade, sem medo de perder, sem medo de ensinar. Morreu em 1996, e seus escritos foram apagados do viaduto. Sua tábua de ensinamentos já se perdeu, ms ele ganhou pelo menos uma canção.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004





Agora ela pode deixar o carro morrer, errar a vaga, cuspir da janela, como sempre sonhou! Danuza Cristina mostra que o sonho de tirar a carteira em Juiz de fora é difícil, mas não impossível. Agora todos os guardas rodoviários irão se ajoelhar quando ela passar. Chute alguns deles pra mostrar humanidade, querida.
Aparte boapra mim é que eu vou ter mais uma frase para acrescentar às mais ditas no namoro ("eu te amo" e "que foi?"): OBRIGADO PELA CARONA!


E eu continuo parado no exame de legislação. Hay que esperançarsse, sim perder la atencion difusa.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2004

Agora o Supimpa tem patrocínio oficial. Acho que vou viver de ficar sacaneando as instituições. Parece ser um ramo em expansão.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2004

Foto do anoitecer na América do Sul. As maiores concentrações de luz são capitais do Brasil.
ê mundão dêmeu Deus...


Quase dá pra ver minha casa daqui...
E o show do Tianastácia foi massa. Tentamos reviver o método wally de infiltração pra falar com os caras, mas descobrimos que gorilas enxergam muito bem. O raio do segurança ainda foi enrolado com o "conto do editor de revista cultural da FACOM que só quer um declaraçãozinha de dois minutos que não vai demorar". Só que os caras da banda não queriam saber de brincadeira. Fazer o que? Quem não tem caco de vidro que atire a primeira pedra.
A legenda do rock jforano, Russão Sete Treva, que era procurado por todos, veio falar conosco. Aos berros, dizia: O célebo derrete quando chera lóóóóó... e começava a cair. Coitado. Fomos clicados pela site jfnight, por nossa beleza e presença de espírito (o Juliano ficou implorando). Pra ele aprender q essa vida de celebridade não vale a pena, olha como ficou a legenda da foto: "JulianA e Roberto"


o dreher é o mais fotogênico

O Jota, viciado em donaduzzi como se pode ver por sua cara de coleirinha bêbado, perdeu um momento incrível do show. Completamente dopado, no fim, por seus comprimidos para dor de cabeça, não viu o autor que vos fala no mosh: aquela pancadaria voluntária onde ninguém fica puto com quem bateu, que é muito comum em shows de rock: ao saltar alto demais, vi horrorizado um carinha ser empurrado na minha direção. Suas costasbateram nas minhas canelas e eu fui deslocado no ar. Sofri a futebolística cama-de-gato, caindo em cima do peão, que já estava caído. Cambalhota digna de risadinhas abafadas do finado Zacarias.

Começou tb a auto-escola. Suicídio econômico para poder andar num carro que eu não tenho. Maravilha, né? Até q a galera lá é legal, mas eles mexem muito com a sua cabeça. Andando pela rua, li o seguinte anúncio: Pizzas. Tamanhos: pequena, média, grave e gravíssima...
Por último, a frase que simboliza toda a luta e renúncia dopovo brasileiro, dita por um destes corajosos, um mendigo qualquer: "Virgimaria, tchê!! Machuquei meu calinho..."

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

Porra... uma noite acordando a cada vinte minutos, pesadelos, garganta seca, quilos de ansiedade nas costas no trabalho. Achei que o vestibular só afetava quem fazia a prova. Mas, pelo visto, o nervosismo foi recompensado: agora é só esperar o endosso da Reitora no dia 10. Parabéns pra vcs que passaram. Muita sorte e aproveitem ao máximo a faculdade (mesmo que ela pareça não permitir isso, às vezes). Nada de balinhas de boca em boca no trote!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004

Ahá! O que vcs todos não sabiam é que eu estou é de greve. O post anterior foi um momento de fraqueza. Tá, eu fui fraco. Mas aquela tremedeira não queria parar nem com o consumo pesado de suco de mamão (tb por causa disso sumi do blog, o computador não cabe no banheiro). E vou continuar de greve, camarada, enquanto aquela merda de Universia não me pagar ou o São Paulo ganhar do Corinthians, o que vier primeiro! Fudido por fudido, eu truco!

"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar..."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

Eu sei que decepciono vocês com uma letra de música em minha majetosa volta ao blog. Mas acalmem-se: esta não é a minha volta. Ela não será majestosa. O que vc ainda tá fazendo aqui?

Essa é uma canção do Pedro Luís e a Parede, "a melhor banda de todos os tempos da última semana":

MÁQUINA DE ESCREVER
(Mathilda Kovak e Luís Capucho)

Meu Coração é uma máquina de escrever
As paixões passam
As canções ficam
Os poemas respiram nas prisões
Pra ler um verso, ouvir, escutar
Meu coração falar
Até se calar a pulsação
Meu coração é uma máquina de escrever
No papel da solidão
Meu coração é
Da era de Guttemberg
Meu coração se ergue
Meu coração é
Uma impressão
Meu coração
Já era
Quando ainda não era
A palavra emoção
Mas há palavras no meu coração
Letras e sons
Brinquedos e diversões
Que passem as paixões
Que fiquem as canções
Nos poemas, nos batimentos
Das teclas da máquina de escrever
Meu coração é uma máquina de escrever
Ilusões
Meu coração é uma máquina de escrever
É só você bater
Prá entrar na minha história

quarta-feira, 21 de janeiro de 2004

E eu fui a Mathias Barbosa! Achei que, indo a pé, me cansaria, mas até que não...

A cidade é no meio das montanhas, encravada: mais ou menos como um cu de concreto no meio de uma bunda com 8 nádegas. Bom, foi essa a minha impressão. Legal é a capela do (Santo Rosário?), onde dormiram os inconfidentes, onde há túneis secretos para o antigo tráfico de ouro, onde já andaram de bicicleta. Isso sim é história. Na frente da minha mão. Muito maneiro.
Tem tb o córrego que deságua no Paraibuna. Ele tenta entrar bem no meio do rio imundo, mas parece que o Paraibunda não deixa. A água do córrego resvala e fica concentrada do ladinho, tentando ainda ficar cheia de borracha e bosta como o maior.
Parece que o córrego não gosta dessa exclusão social e resolve encher às vezes, pra se vingar de alguém. Essa terra é boa mas fica muito à mercê dos elementos.

E imaginar que aqueles morros devem ser todos perfurados por túneis... acho q vou pedir um gps e uma picareta de natal...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2004



"Tava eu aqui
Querendo rasgar alguns quadros
querendo fazer o tempo passar rápido
pra tudo voltar ao meio

Já descobri que não sou boa nisso
essa coisa de fim e de começo"

Agora sim: Boa essa, né? Poetisa amiga minha.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

Encontro casual. Ela trabalha pro norte, ele, pro sul. O centro da cidade é caminho de ambos.
"Uhn... como ela é gostosa..." " Todo dia esse cara fica me secando."
"Gostosa..." "Babaca..."
"Que bunda." "Filho da puta."
"Babaca. Babaca!" "Me deixa doido!"
"Cadê ele?"
"Até que ele é bonitinho, reparando agora..." "Sempre vira a cara e agora fica secando. Mulher é tudo vagabunda mesmo."

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

" O arquivo blog2.doc possui muitos erros de gramática e ortografia para que o Word os aponte. Para realizar a correção ortográfica e gramatical de seu documento, aperte F7. "

Até o Word é crítico, putz grila...

huahuahuahuahua

segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

A NASA mandou hoje, pra todos os veículos de comunicação, as primeiras fotos da Spirit, sonda que demorou mais de seis meses pra chegar a Marte. Olhando pra elas, eu logo percebi porque essa agência tem cada dia menos crédito.


Podia ter escolhido melhor o portfólio, né não?

Essa foto é da traseira do Spirit, mostrando sua aerodinâmica e complexidade tecnológica. Se vc reparar beeeeem, tem o horizonte de Marte, no fundo, mas isso é só detalhe.
Dizem q a Spirit caiu numa cratera, e ficou isolada, sem comunicação por um tempo, mas agora está 100%. Eu acho que as câmeras dela tão meio reclinadas... Mas, já que tá lá, manda umas fotos da viagem né? é só isso que americano faz quando viaja mesmo!
Olha Marte de longe:


Achar as coisas bonitas é mais fácil quando se vê de longe, né?