Tá na hora do post de fim de ano:
"São João Nepomuceno."
"Onde fica esse treco?"
"Depois de Bicas."
"Ah... Onde fica Bicas?"
"Fala sério..."
Esse raio de cidade foi o primeiro lugar onde baixei neste ano, que seria de muitas viagens e autoconhecimento. Carnaval, que o mês de janeiro já tinha ido todo embora. Uma carta na bagagem, uma possível chance de ter esperança e meses de reconsituição pro meu fígado. Era esse o plano.
Não bebi quase nada, fiquei jogando videogame de cuecas durante o dia. A porra da esperança, que se revelava cada dia mais maldita escapou da mão e saiu correndo, pra porta da rua. O fígado agradeceu, o resto pediu as contas.
Mas, sem ter preenchido a vaga pra cérebro, tudo ficou mais simples... Uma mente débil e capenga é bem quentinha e úmida: ambiente perfeito pra esperanças e ratos. Então as viagens e o autoconhecimento de março foram adiados, em nome de uma espera. De um jogo. Consistia em enfrentar um medo, conversar um pouco, ver se já tinha alguém batendo cartão no peito. Quem perdesse, saía ileso. Ambos ganharam. Abril: Que viagem!!! Não... Juiz de Fora. O chão era daqui, o resto é que mudava. Até hoje varia, mas com maiores intervalos. Viagens pro Espírito Santo, uma passadinha muito boa de novo em São João Nepomuceno. Parece que, quem cria raízes por lá, não quer morar nem em Bicas. O remédio são visitas à cidade. Na faculdade, animei no primeiro semestre. É isso que eu quero pra sempre. No segundo, só chateação... quem precisa de diploma? Acho que vou terminar pra depois decidir: só faltam 3 anos mesmo...
Acho que, no fim das contas, o ano foi de muito autoconhecimento, dividido com muito conhecimento da outra... tb. Mas foi um ano de muita solidão. Falta dos amigos, que estão se achando (ou se perdendo) por aí. Da família, que diminuiu, e agora vai aumentar. Muitos conhecidos já estão tendo filhos, o que dá uma sensação estranha. Parece que tomei consciência de todos os meus vinte anos de uma vez só. Será que a vida vai sendo definida assim? Meio de orelha? Só no acidente? Acho que o ano foi de conhecimento do mundo. Por isso essa vontade de ficar o próximo debaixo da cama.
Mas não é assim: nesse que vem, a gente tem sempre que esperar mudança. Boa ou ruim, eu só vejo no próximo post de fim de ano. Tomara que seja um ano de muitas viagens, autoconhecimento, amor, coragem, coragem, coragem, sinceridade e presença de espírito, pra poder enfrentar as coisas que não vão mais ser boas pra mim. Até pras que serão boas a gente precisa de incentivo! Que ele traga coisas boas e não seja um ano burocrático. Que demore bastante e seja um aprendizado. depois eu te passo a cola.
p.s.: o reveillon vai ser em São João... :)