sexta-feira, 31 de janeiro de 2003

Post extra, rompendo a ordem de exclusividade dominical. Respostas aos comentários das Giricas(legal isso rs) Isso que é interatividade! Tô falando.... isso vai acabar virando um Mega Portal. Fico pensando seriamente no sistema de comentários, e em como só faço essa porra com ajuda rs. Espero q tenha suspresas nas msgs. Quando eu tava falando da bicicleta, eu naum tava me referindo ao ato de andar nela pra aliviar, mas a Boblane enxerga longe. A Márcia tá quase batendo o recorde de tamanho de um post, e a Lu continua muito curiosa rs.
Obrigado pelos elogios, Dan. É sempre bom surpreender.
SJN:???????????????
Aproveitando essa exceção, digo que tenho a ligeira impressão de ter detonado a prova que faltava. Muita memorização, uma certa dose de malemolência e até esforço foram o suficiente, creio eu. Fiz mó burrada de ter ficado em casa hoje. Tinha algo d emuito bom me esperando, mas eu bodei da noite virada de ontem, num churrasco q deveria ter isdo de integração da turma, mas q só teve a galerinha de sempre. Depois, mais álcool na casa da Mariana, e muita coisa boa pra refletir de lá. Tá bom, né? Muitas saudades de muita gente. Eu não esqueci das promessas que eu fiz, me esperem. Eu tenho muuito tempo agora. Tranquilidad, esse é teu nome, Homero.

terça-feira, 28 de janeiro de 2003

Tranquilidad?

Tô gostando de ver o Idéia de Girico Esse treco tá virando um Mega Portal, como diriam uns chegados, rs. Se vc quer saber o q se passa na noite de JF ou o verdadeiro significado da expressão " Mulheres à beira de um ataque de nervos" entre no site. Rrrecomeindo. Brincadeira meninas rs.
Quarta feira agora é a última prova da FACOM. Eu preciso passar nessa porra de matéria. Desejos de boa sorte são muito bem-vindos. Sábados parados nunca são o que parecem, pode acreditar. Se vc tá meio puto ou entediado, ande de bicicleta, não tem nada melhor. Mas, se possível, não desçam morros como o do Democrata sem os freios, a não ser que queiram emoções muito fortes. Bjos a todos. Se tiver outra vontade de postar, eu volto. Assunto é supérfluo. ;-P
SJN: ??????????

terça-feira, 21 de janeiro de 2003

Hoje fui ao pró-música, "escola sonora" aqui da minha cidadezinha, Juiz de Fora (isso é pra fingir que eu me importo com quem lê esse blog sem me conhecer, se houver alguém). Passei lá, esperando o Ski, amigo na empreitada. Antes dele chegar, dei uma volta e vi uma travessa, a Xisto Castor. Quando era moleque, já com camisas e muita vergonha (rs), eu gostava de uma menina chamada Mariana, que morava nessa travessa. Sonhava sempre chegar nesse lugar, pegá-la no colo e levá-la pro meu mundo, onde nós seríamos felizes... As vezes, na minha cabeça, eu ia até à cavalo, rs. Só a visão daquele nome na plaquinha de ferro me levou a muitos lugares da minha memória q estavam meio abandonados. Hoje ela faz arquitetura, e, dizem, é meio babaca. Mas eu te agradeço, Mari. Pelas lembranças que vc me devolveu hoje, pela emoção duma tarde quente e comum, por ser como foi na primeira série, o que me fez te amar. Acho que não gostaria muito de te encontrar, o q dizem pode ser verdade. Mas vc tá aqui comigo, como era, e, como na época, isso me basta.
Como diria um amigo meu, aí vai um textículo para vcs, foi ele que me fez passar em redação II. Vejamos se a opinião de uma acadêmica é a mesma da grande massa ignara (rs):

Previsões de(pois do) Tempo

Sempre tive uma relação estranha com a chuva. Quando era ainda um bacuri sem camisas ou vergonhas, abandonava o prazer do fazer nada ao ouvir os primeiros pingos nas telhas, e ia gritar e correr até o portão do pequeno cortiço onde morava. Curioso como, tirando o cortiço, pouca coisa mudou.
Quando o comprimento da minha coleira aumentou e eu pude sair para as "corrompidas e perigosas" e maravilhosas ruas, ela me esperava. Chuva boa, sem expulsar o sol.
Ela foi acompanhando tudo, caía quando eu ficava a olhar pela janela, tentando, mas sem conseguir chorar. Eu pensava que, con tanta água caindo, era desperdício caírem mais duas ou três gotas. A partir daí, quando ficava triste e não chovia, aumentava o nível do meu teatro dramático.
Chuva boa, que me lembra dias antigos, com suas gotas geladas. Como o dia em que a festa se tornou o secundário, e aqueles risos e raivas criaram uma afeição do tamanho de uma nuvem. São dezenas de reminiscências, tão piegas quanto essas, outras um pouco melhores. Sempre a chuva foi um porto seguro pra mim. Até hoje.
Tudo mudou um pouco, depois do noticiário de hoje, meus senhores. Doze pessoas morreram soterradas em Belo Horizonte, vítimas da chuva que, quando não está fazendo o papel de choro de um moleque qualquer, desliza encostas e casas de homens que sabem do risco de construírem lá, mas não têm como fazer isso nos valorizados becos entre os prédios.
A chuva ainda é, para mim, a beleza móvel do que nos cerca. Ainda lava esse corpo, tantas vezes imundo. Mas é triste demais ver um homem chorando como um menino perdido da mãe, porque seus filhos - seis crianças - brincavam no terreno, e agora estão todos mortos. Esse homem ainda está vivo, sozinho, sem casa e sem lar, e, toda vez que olhar pra chuva, não vai conter as lágrimas, como hoje eu não contive. Foi aí que eu vi a diferença entre elas e a água da chuva: lágrima tem gosto de sal.

Acabou o textim. Espero que vcs tenham gostado. Bom. Quero dizer q, pros que naum me conhecem, naum tem nem uma linha inventada aí. Eu pego todas as chuvas q posso, rindo, gritando sozinho pela rua... tem um ano mais ou menos q eu naum perco uma e naum ficava doente. Depois desse texto eu peguei uma chuva. E gripei.
Hoje eu descobri que esse homem que perdeu os filhos teve o azar da sua esposa ter ficado estéril depois do sexto filho. E disse que agora são só os dois, pro resto da vida...
Bjos.
Lu, deixa de ser curiosa.

sábado, 18 de janeiro de 2003

Peço desculpas às pessoas que têm tido o desprazer de testar o funcionamento do meu icq. Estamos com problemas técnicos, mas, brevemente, voltaremos com as nossas transmissões. Oráculo Cambeta e você, tudo a ver!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2003

É isso aí, pessoas...
Mantenimento(rs) de tradições nesse fim-de-2002-começo-de-2003. Eu fiquei um bom tempo sem escrever no bloft, primeira e mais notória tradição cumprida. O Natal foi a mesma coisinha de sempre, as famílias rivais se encontram para um almoço de aparências, enquanto os primos que ainda se gostam se divertem. Monteccios e Capulettos não se bicaram, até o dia 31. O que mais mata é que, não importa há quantos anos a palavra Feliz não se adeque antes da palavra Natal (o meu), eu sempre caio nessa pilha de "Natal, Tempo de Amor". Solidariedade com data marcada, pra vc ver como nós somos. "Natal, amor de Tempo". Mas esse dezembro trouxe mais surpresas, acho que não comentadas por aqui.
Minha irmã noivou. Sim, é terrível, mas é verdade. Ela tem mais de vinte e três, menos de vinte e nove: a terrível época em que as coisas tomam o seu rumo. E ela escolheu o dela. Um cara legal, médio, razoável. Nulo. E vai tomar ela da gente. Vai tomar ela de mim.
O foda é que agora eu percebo o quão pouco eu conheço dela, o quanto ela teria pra me oferecer, e eu não vi essa oferta. Agora ela tá indo embora, e eu não vou poder fazer nada, porque eu sei que estou sendo babaca pra cacete nisso tudo, mas saber não é sentir, pupilos, rs. Tô tentando me afastar dela, ver se aprendo a não sentir falta. Voltemos ao que (não) interessa:
Reveillon. Tempo de mudanças, promessas, alegria. Aqui em casa, normalmente a gente só fica nas promessas. Dessa vez, tivemos mudanças, já comentadas, infelizmente, mas, o que me deu mais surpresa: alegria. Um poquim de tédio, mas muita alegria na virada, minha mãe inventou umas mandingas, lentilha, uvas... Mas o mais comédia foi a terra com sal grosso e folha de comigo ninguém pode, tudo isso agravado pela vasilha, q, por improviso meu, era uma telha. Aquele treco tinha um aspecto estranhíssimo, e eu ficava zoando que era um bolo de carne, teve gente que disse até que o cheiro tava bom, rs. Ele tá aqui perto do meu pé agora, foi largado depois de cumprir seu papel de nos deixar livres do mau-olhado, tristezas e qualquer coceira que vier, rs.
Foi assim meu fim de ano. Um ano que me deu muita coisa pra sentir, pensar, crescer. Se eu aproveitei ou não, eu não sei. Agradeço pacas por muita coisa quando olho pra trás. Pensar que eu passei o começo do ano com ódio do CTU, e que agora sinto uma falta gigante daquilo lá... Pam... como inventar palavras pra descrever o bem e o mal que vc me fez? Acho que só o que dá pra dizer é que o bem supera mil vezes o mal. Espero ter conseguido te passar alguma coisa boa, Namorada. Facul, cabeças incríveis, cabeças minúsculas. Mesma coisa que em qualquer lugar, mas lá o povo se acha mais. Bons amigos tb nasceram lá, contrariando a norma de que eu preciso de 3 anos pra ganhá-los, rs. Amigos, amigas, o meu primeiro trampo, que foi ruim porque era trampo, afinal de contas, mas onde aprendi mais do que imaginava. Aliás, acho q vou processar a prefeitura por naum ter recebido décimo terceiro, meu advogado-cunhado tá estudando o caso, rs. Até que enfim eu vou olhar pra trás e não vou dizer... "Porra, como esse ano passou rápido." Obrigado a todos vocês que me deram essa condição. Doidão, Ski, Bob, Dan, Lívia, Lucas, Uikibiu... Amigos que não eram tão próximos até esse ano. Pena que me distanciei de alguns... Lil, Lu, Bruninha,meu amor,que saudade, a própria Pam, Dudu, Caçula (quantas coisas eu aprendi desse cara esse ano). Aprendi o que é ódio, e até por isso agradeço. Tô descobrindo aos poucos, e nisso o Moska tem me ajudado, que o amor é móbile, não adianta achar que as coincidências pequenas de sempre mostram padrão. Elas são só isso: pequenas. Boa noite à todos, e, se esqueci alguém, desculpem, minha cabeça tá indo tão longe, que é difícil olhar pra quem tá do meu lado. Fim da retrospectiva, e começo de mais um ano, que depois desse post e da posse do barbado lá, começa a me dar esperança. Adieu