terça-feira, 28 de março de 2006
quinta-feira, 9 de março de 2006
Acordava e mudava de humor, em quinze minutos. Acordava de ressaca, mesmo não bebendo. Humor do cão, por quinze minutos.
E foi assim que perdeu a esposa. Foi assim que magooua filha que chegava de manhã duma noite de vídeos e pipocas com as amigas. Foi assim que perdeu o emprego.
Por que não sabia acordar direito.
Hoje, carrega baterias de uma bomba no petrolífero em Macaé. Sozinho. O chamam "atum", pelas costas.
Ele nem merece um texto sobre sua vida.
E foi assim que perdeu a esposa. Foi assim que magooua filha que chegava de manhã duma noite de vídeos e pipocas com as amigas. Foi assim que perdeu o emprego.
Por que não sabia acordar direito.
Hoje, carrega baterias de uma bomba no petrolífero em Macaé. Sozinho. O chamam "atum", pelas costas.
Ele nem merece um texto sobre sua vida.
domingo, 5 de março de 2006
Réverso
Ah, se ela ouvisse o verso
Que eu escrevo só de vício
Quem sabe me incluía no seu universo
Ou caía no meu colo, me dizendo:"Eu sou difícil"
Porque quando eu sento e calo
O silêncio é só de fora.
A cabeça e o coração tão quebrando a fantasia
Vão brigando, discutindo, vão fazendo poesia
O poeta, fingi(dor)
Constrói sua obra a duas mãos
Grita "não!" para as paredes
E elas vão fazendo "..ãos!"
Repetindo, retornando
E ele lá, só anotando
Porque o sonho só sonhado
é só adubo pra cabeça
escreve, rascunha, fotografa!
antes que desapareça.
Ah, se ela ouvisse um verso
Um só, se ela ouvisse
Ou ver, só isso eu peço
Visse o vício, contribuísse
Quem sabe deixava de lado
o sol falando sozinho
Quem sabe sorrisse um bocado
Quem sabe eu ganhava um carinho?
Vice-versa, visse um verso.
Vício-verso, versa em viço
Vai-se misturando tudo,
as palavras se fundindo
Pra falar de um vício velho
versar a dor do não sorriso.
Versos pra minha namorada
Versos pra falar de amor
Desse amor que nunca seca
e não tem regulador
Vicio o verso
Quem sabe ela não entra no esquema
E aparece de uma vez
Pra eu ter a quem oferecer o poema.
(Verso de amor sem haver um ser amado
É como gato espreguiçando sem ser observado
Quem sabe alguém lê esses versos e me faz esquecer da poesia
Porque até agora, a única alegria é uma promessa que se avizinha)
Ah, se ela ouvisse o verso
Que eu escrevo só de vício
Quem sabe me incluía no seu universo
Ou caía no meu colo, me dizendo:"Eu sou difícil"
Porque quando eu sento e calo
O silêncio é só de fora.
A cabeça e o coração tão quebrando a fantasia
Vão brigando, discutindo, vão fazendo poesia
O poeta, fingi(dor)
Constrói sua obra a duas mãos
Grita "não!" para as paredes
E elas vão fazendo "..ãos!"
Repetindo, retornando
E ele lá, só anotando
Porque o sonho só sonhado
é só adubo pra cabeça
escreve, rascunha, fotografa!
antes que desapareça.
Ah, se ela ouvisse um verso
Um só, se ela ouvisse
Ou ver, só isso eu peço
Visse o vício, contribuísse
Quem sabe deixava de lado
o sol falando sozinho
Quem sabe sorrisse um bocado
Quem sabe eu ganhava um carinho?
Vice-versa, visse um verso.
Vício-verso, versa em viço
Vai-se misturando tudo,
as palavras se fundindo
Pra falar de um vício velho
versar a dor do não sorriso.
Versos pra minha namorada
Versos pra falar de amor
Desse amor que nunca seca
e não tem regulador
Vicio o verso
Quem sabe ela não entra no esquema
E aparece de uma vez
Pra eu ter a quem oferecer o poema.
(Verso de amor sem haver um ser amado
É como gato espreguiçando sem ser observado
Quem sabe alguém lê esses versos e me faz esquecer da poesia
Porque até agora, a única alegria é uma promessa que se avizinha)
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