domingo, 5 de setembro de 2004

Post de domingo

Que saudade da época onde eu só postava aos domingos. Era fácil sentar e deixar fluir. Eu precisava decidir se gostava de novas pessoas, precisava dizer o quanto era um sublime sofrimento amar e não ser amado. Era mole.
Mas aí vieram as novas amizades, a perda de contato com os antigos amigos, o amor. Acho que já não há mais do que falar. Eu agora devo aceitar, me casar, fazer novos amigos todas as vezes que me distanciar dos antgos, engordar, nriquecer, empobrecer, votar na situação e jogar na megasena de novo. Pra que um site, gritos de protesto, ou textos, se a poesia do burguês é dormir ao luar de veneza?
Porque eu sinto falta dos velhos amigos, e suas manias de implicarem comigo. Porque o sorriso dos amigos agora é só um quadro difuso de areia e tempo que deixa na minha boca um gosto de saudade. Parece com farofa e licor de anis.
Eu continuo não porque eu preciso de uma cruzada para viver, não porque eu tenho um ego pra alimentar, não porque é um vício de linguagem. E continuo porque meus novos e antigo amigos me instigam o pensamento, balançam meu coração e me ajudam a crescer.
Já pra guria... Continuo porque continuar amando é conquistar tudo de novo todo dia. Ganhar o coração de uma guria é perdê-lo todo dia se não se esforçar para tê-lo perto. É atrair oferecendo liberdade. Conquista é ter que fazer isso todos os dias. Isso sim é desafio. O começo foi fichinha.

Meus amigos, espero aguentar todos os dias seus defeitos e, principalmente, suas qualidades. Espero ter o privilégio de odiar a companhia de vcs e vcs não darem a mínima. Espero que reconheçam em mim alguém que quer rir com vocês.
Apareçam. E tragam biscoitos.

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