domingo, 13 de agosto de 2006

ai, essa cidade que não dorme, que não dorme...
saio e visto a brisa do setembro me soprando
que as canções de amor são todas meros versos
e o amor é sonho escasso, rebeldia dos que dormem...

brisa e vento. calmaria.
me surpreendo com os beijos, em setembro, outro dia...
desespero, solidão, nada que seja novo
meus minutos sãos são ilusão, são só espelho
as falas que eu digo: desespero, peso e brasa
tentativa e erro, pra se sentir em casa

ai, essa cidade que não dorme, que não dorme, que não dorme
luz do refletor, saia rodada e pressão baixa
olhar para a cidade na penumbra da amurada
e saber que a luta é em vão, nada se encaixa...

(e aí, serviu?)

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