domingo, 5 de fevereiro de 2006

Ainda vou achar aquele diamante. Só não procurei no ventrículo certo. Do topo da torre, olhar pra baixo. Ver onde pisamos. Que material nos trouxe até tão alto? Cimento ungido por deuses que tiro das gavetas. As catorze vozes na minha cabeça já não chegam num consenso. Longe, na próxima colina, alguém diz que eu nunca vou pegá-lo. O vento trouxe as palavras até mim, só pra se divertir. Uma palavra varre tudo o que eu pensava só pra matar o tempo. Destino.

Reinventar. As paredes podem ser sólidas, mas janelas eu posso pular. Aquela colina ainda não pode ser minha. Dez passos atrás, pra dar um pra frente. Reinventar. E nem vai ser a última vez. Exorcizo um bode que não parava de me aconselhar.

Um dia, ainda vou ser rei desse lugar.

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