sexta-feira, 12 de novembro de 2004

Se vc olhar à volta deste texto, vai ver algumas cores, linhas, um selo dos malvados. Nada fui eu que desenvolvi. Tudo roubado da internet, tudo pirateado, escrevo com giz num quadro de material desconhecido. Me arrisco, ingenuamente, a perder, de um dia para outro, todos esses anos de obra. Me arrisco tolamente ao chamar isso de obra. Mas a chance de perder isso tudo traz algo de solene para cada post.
É aí que vc se pergunta aonde eu quero chegar. Será que o garotinho agora quer que o consideremos um herói? Um imbecil? um fora-da-lei? Um pacóvio? O que faz a maioria dos músicos continuar, depois que a inspiração acabou, creio eu ser uma grande consideração com os fãs. Eles querem agradecer os carros, as casas, as drogas clichês, e, se eles são bem doidões, os momentos de troca com o público. É uma maneira lúgubre, quase uma oferenda: os restos desse talento em louvor ao que já fizeram juntos. Usando uma figura que procura ser mais lúgubre do que macabra, os ossos entregues para que os fantasmas possam se libertar. E toda essa troca fraterno-ectoplásmica tem um propósito! Se o que há de web aqui é copiado, se até o que escrevo aqui é copiado, de maneira mais complicada, pelo menos as intenções são verdadeiras. Aproveitem. O que vocês têm aqui, sejam oferendas boas como frutas do norte ou cinzas já frias de tochas que se apagaram, é feito pra mim.. e pra vcs. Se vcs gostam disso, é minha a alegria maior. Desculpem se não consigo dizer isso ao vivo, mas adoro quando vêm me visitar.

(seria uma faceta bbb?)

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